"Algumas pessoas dizem: 'Ah, Magno, você jogou fora a oportunidade de ser governador'. Eu sou mais importante no Senado ou aqui como governador", indagou o senador à plateia durante o encontro do PL. Ele e seus apoiadores concluíram que é melhor Magno ficar em Brasília.
Ao se aliar ao Partido Liberal, o ex-prefeito fica menos isolado. Até então, ele tinha apoio declarado apenas do PSD do ex-governador Paulo Hartung.
Mas ganha também um problemão: equilibrar aliados de Hartung e de Magno na mesma coligação. Se o PSD se mantiver na aliança.
Integrantes do PL ouvidos pela coluna reservadamente avaliaram que o apoio do ex-governador a Pazolini é um empecilho na hora de pedir votos a agentes da área da segurança pública, como policiais militares. Ainda resquício da greve da PM de 2017, que ocorreu na gestão Hartung.
Membros das forças policiais são, em geral, simpáticos ao bolsonarismo. Pazolini é delegado da Polícia Civil e pode ter penetração nesse eleitorado também. Mas alguns de seus próprios novos aliados têm dúvidas.
"TEMOS MUITO EM COMUM"
Ao discursar no encontro estadual do PL, o ex-prefeito foi breve, mas deixou evidente a adesão aos novos aliados e cravou: "Temos muito em comum".
Ideologicamente e até pragmaticamente, pode ser. Mas em termos de estilo, o ex-prefeito vai ter que fazer mais que vestir a amarelinha.
O jeito de fazer política do PL é, via de regra, verborrágico e agressivo. Magno diz querer "40 pit bulls não vacinados e que mordem" para ganhar as eleições.
Não digo que o ex-prefeito de Vitória vai adotar tal dialeto, mas ao menos terá que dosar a postura discreta e de poucas palavras para se ambientar no ninho bolsonarista.