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Publicado em 15 de setembro de 2023 às 18:25
O capixaba Max Pitangui, preso pela Interpol na Cidade do Leste, no Paraguai, na quinta-feira (14), disse ao advogado Marcelo Brasileiro que "caiu em uma armadilha". Em conversa telefônica com Brasileiro, já em Foz do Iguaçu (PR), ele contou como ocorreu a prisão. >
Max estava desde julho no Paraguai, onde obteve uma autorização provisória de asilo, que era válida por 90 dias. Na quinta (14), segundo informações passadas ao advogado, o radialista recebeu um comunicado do Conare, órgão paraguaio de imigração. A orientação era de que ele deveria comparecer a um escritório para supostamente tratar da documentação que permitiria a permanência definitiva dele no país vizinho ao Brasil.>
Contudo, ainda de acordo com o advogado, Pitangui foi interceptado por agentes da Interpol, a polícia internacional, ao sair de casa, quando estava a caminho da reunião. "Doutor, eu caí em uma armadilha. Eu fui traído pela Justiça brasileira e agora traído pela paraguaia", disse o radialista ao advogado pelo telefone. >
Em seguida, Max e Wellington Macedo, condenado por tentativa de ataque à bomba no aeroporto de Brasília, na véspera do Natal do ano passado, foram entregues pela polícia nacional paraguaia à Polícia Federal na Ponte da Amizade, que conecta os dois países. De lá, em Foz do Iguaçu (PR), eles foram de avião para Brasília.>
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As prisões deles foram efetuadas em coordenação com a Polícia Nacional e o Departamento de Migração do Paraguai, por meio de colaboração internacional entre as autoridades brasileiras e paraguaias e chancelarias e ministérios da Justiça e Interior, segundo informações da PF. O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA), elogiou a atuação das polícias. >
O advogado de Max afirmou que vai pedir a transferência dele para o Espírito Santo. Ainda ressaltou que o radialista pediu que cuidasse da esposa e dos filhos dele, que estão no Paraguai.
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Pitangui tem um mandado de prisão em aberto desde 15 de dezembro do ano passado no Brasil por suspeita de promover atos antidemocráticos no Espírito Santo, por integrar milícia digital e por ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).>
Maxcione Pitangui de Abreu é natural de Vitória, tem 41 anos, e concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo pelo PTB, em 2022, mas não foi eleito, recebendo apenas 895 votos. >
Dois meses depois da eleição, Pitangui foi um dos alvos da megaoperação da Polícia Federal em oito Estados, incluindo o Espírito Santo, e no Distrito Federal contra atos antidemocráticos, cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão.>
A operação foi realizada no dia 15 de dezembro e Pitangui chegou a fazer postagem de vídeo em suas redes sociais alegando não ter praticado atos antidemocráticos e afirmando que não faz parte de grupos radicais. “Todas as coisas que eu falei de política foram dentro da Constituição. Tenho certeza que esse pedido de prisão não tem a ver com uma questão nacional. Porque eu, recentemente, fiz denúncias contra a procuradora (geral de Justiça)”, disse, à época.
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Durante a operação, foram presos no Espírito Santo o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), afastado do cargo após a prisão, e o proprietário do site Folha do ES, Jackson Rangel. Ambos continuam presos. No mesmo dia, o deputado estadual Capitão Assumção (PL), e o ex-parlamentar Carlos Von (DC) receberam tornozeleira eletrônica.>
Dias depois também foi preso o pastor Fabiano de Oliveira, que se escondeu no acampamento bolsonarista instalado em frente ao 38º BI, na Prainha, em Vila Velha. >
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