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Bolsonaro confirma ida para o PL em entrevista a rádio no ES

Presidente  também voltou a falar de temas polêmicos de seu governo, como o preços dos combustíveis, o pagamento do Auxílio Brasil e a gestão da pandemia no país

Vitória
Publicado em 10/11/2021 às 12h59

Em entrevista a uma rádio de Castelo, no Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro confirmou que deve ingressar no Partido Liberal (PL), de Valdemar Costa Neto, para concorrer às eleições de 2022. O vice na chapa do presidente, por sua vez, deve ser um membro do Partido Progressistas (PP), segundo o presidente.

“Tem havido muita especulação. O vice vai ser do PP. Acho que devemos bater o martelo hoje”, afirmou, acrescentando: “Há 99,9% de chance de que eu vá para o PL.”

A fala foi feita durante o programa Jogo da Verdade, da Rádio Cultura FM Castelo 101,7. Durante a entrevista, Bolsonaro também voltou a falar de temas polêmicos de seu governo, como o preços dos combustíveis, o pagamento do Auxílio Brasil e a gestão da pandemia no país.

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PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Questionado sobre a alta de combustíveis no país - em alguns locais, o preço da gasolina já chega a R$ 7 -, o presidente atribuiu a situação à alta carga de impostos e ao preço do petróleo no mercado internacional, afirmando que existe uma “gana arrecadatória” por parte dos governadores.

“Quando se fala em combustível, por exemplo, o preço da gasolina custa R$ 2,30 na Petrobras. Como chega a R$ 7 na ponta da linha? Temos o imposto federal de R$ 0,69, o imposto estadual na média de R$ 2,10, em cima disso coloca a margem do posto, o frete, aí tem o preço bastante alto. Não é o preço da Petrobras que está caro, podia chegar a R$ 4 na ponta da linha tranquilamente, todos estariam satisfeitos, mas aí vem a gana arrecadatória". 

Jair BVolsonaro
Jair Bolsonaro em entrevista a Rádio Cultura FM Castelo 101,7. Crédito: Reprodução

"Se eu diminuir para R$ 1 o preço na Petrobras hoje vai levar seis meses para abaixar R$ 1 na ponta da linha, porque a forma de arrecadar o ICMS é uma coisa que... tem que explicar direitinho senão ninguém acredita. O preço do ICMS [imposto estadual sobre mercadorias e serviços] incide sobre o preço na bomba, não na refinaria. O imposto federal está congelado desde 2019, mas quando sobe na bomba, aumenta o ICMS.”

Jair Bolsonaro

Presidente da República

"Não estou jogando o povo contra os governadores, estou mostrando a realidade. Nunca os governadores arrecadaram tanto quanto estão arrecadando com combustível"

Bolsonaro pontuou ainda que não pode segurar a alta do preço do petróleo, que é ditada pelas condições do mercado internacional. Ele observou que com o inverno na Europa promete ser rigoroso, o que demandará maior consumo de gás, energia e combustíveis, o que deve ocasionar preços ainda mais elevados.

AUXÍLIO BRASIL

Em meio às críticas envolvendo o Auxílio Brasil, novo programa social do governo federal, o presidente disse estar sendo atacado por “tentar ajudar os pobres”.

Jair Bolsonaro

Presidente da República

"Quando a população começa a brigar por osso colocam a culpa a mim, mas quando tento dobrar o Bolsa Família, só falam em burlar o teto de gastos"

Não obstante, Bolsonaro teceu críticas contra o ex-presidente Lula, que, há algumas semanas, defendeu que o pagamento de um auxílio emergencial no valor de R$ 600.

“Mas de onde ia tirar o dinheiro, ninguém sabe. Será que [Lula] ia colocar a Casa da Moeda para imprimir dinheiro? E quando a gente fala em aumentar para R$ 400, o partido dele votou contra. [...] A gente sabe que R$ 400 é pouco, mas ajuda. Se subirmos demais, a inflação pode explodir.”

Com o fim do Bolsa Família, o Auxílio Brasil é a aposta do governo para 2022, apresentando leves mudanças em relação ao programa anterior. É previsto o pagamento de um benefício com valor médio de R$ 217,18, que, segundo o governo, representa um aumento de 17,84% no tíquete médio pago até então.

Para alcançar os R$ 400 prometidos pelo presidente Jair Bolsonaro ainda é preciso definir a fonte de financiamento. Até lá, o governo criou um "benefício transitório" até o fim do ano que vem, para chegar ao patamar exigido pelo presidente.

GESTÃO DA PANDEMIA

Ao ser questionado sobre a crise econômica enfrentada pelo país atualmente, e sobre as acusações de que não teria agido corretamente na gestão da pandemia, Bolsonaro afirmou que a situação enfrentada atualmente é, em grande parte, fruto da “política do fica em casa”.

“Se não fosse o governo federal, no ano passado, dando o auxílio emergencial, as pessoas teriam morrido de fome. É muito fácil o governador falar ‘fica em casa’ e botar a força de segurança para fiscalizar. O servidor recebeu. Mas os informais…”, criticou Bolsonaro.

O presidente destacou ainda que a CPI da Covid não conseguiu comprovar que ele agiu mal ou que houve corrupção na gestão da pandemia do novo coronavírus. Na avaliação do presidente, a investigação serviu apenas como palanque eleitoral e nada fez além de desgastar sua imagem.

“O ministro Pazuello fez pré-contratos para comprar vacina. Falaram, 'ah, mas não comprou vacina no ano passado'. Mas onde tinha vacina no ano passado? Eu sempre falei que tinha que passar pela Anvisa.”

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