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Suspeito de atirar contra carro de policial civil é preso em Vitória

Crime aconteceu na noite da última segunda-feira (5) em Gurigica, o policial não foi atingido. Segundo a Polícia Civil, durante a operação também foi detido um adolescente e desarticulado um laboratório da droga lança-perfume, no bairro Consolação

Publicado em 07/04/2021 às 11h09
Vitória
Muitos tiros atingiram o vidro traseiro da viatura descaracterizada dirigida pelo policial . Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Polícia Civil prendeu em flagrante o suspeito da tentativa de latrocínio contra um policial civil, que ocorreu na noite de segunda-feira (5), em Gurigica, em Vitória. A vítima estava em uma viatura descaracterizada e teve o veículo atingido por mais de 15 tiros e não foi atingida pelos disparos. A ação da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP) contou com o apoio da Força Tática, do 1° Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com informações da Polícia Civil, durante a operação também foi detido um adolescente e desarticulado um laboratório da droga lança-perfume, no bairro Consolação, na Capital. Além das substâncias, uma pistola e um kit Roni – utilizado para dar mais potência à arma de fogo – foram apreendidos.

Em coletiva de imprensa, concedida a partir das 15h30 desta quarta-feira (7), o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, afirmou que a ação criminosa contra o policial foi ousada. "Toda vez que atentarem contra as forças policiais, vamos reagir. Dessa vez não foi diferente. Determinei que fosse feita a caça a esses elementos. Junto com a PM efetuaram a prisão de quem atirou contra o policial e ainda desarticularam um laboratório de lança-perfume, uma droga perigosa que vem sendo vendida nos bailes clandestinos", disse. 

Também esteve presente na coletiva o Tenente-coronel Marcelo Tavares, comandante do 1° BPM. Ele explicou que houve confronto entre policiais e civis no bairro São Benedito, onde foi preso o suspeito de atirar no policial nesta segunda-feira (05) e que os ataques dos criminosos são uma maneira de eles tentarem impedir o avanço policial. Segundo Tavares, suspeitos atiram com um volume de tiros imenso, sem precisão, de forma desesperada, querendo proteger a fuga de alguém importante para eles. "Nossa resposta segurou a agressão e conseguiu avançar e apreender material e um dos autores do atentado contra o policial", destacou.

De acordo com o representante da PM, a região alvo da operação é alimentada pelo consumo de drogas, em uma 'cifra absurda'. "No caso do laboratório de lança-perfume, no bairro Consolação, cada frasco varia mais ou menos em R$ 60 a 100. Desse modo, o giro econômico é enorme. E onde se gera dinheiro, geram-se adeptos. Eles têm um sistema de comunicação e alto fluxo de armamentos também. Em dois meses na região o batalhão já apreendeu dois fuzis de ponta e uma super metralhadora. Além de tudo, o ambiente dificulta a nossa entrada, por ser elevado, com escadaria, com desorganização urbana e de muito estímulo visual, que atrapalha até o reflexo do policial", concluiu.

ENTENDA A OPERAÇÃO

Também presente à entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (07), o chefe da Delegacia de Segurança Patrimonial (DRCCP), o delegado Gabriel Duarte Monteiro informou que o homem responsável por atirar no policial por volta das 17h da segunda-feira (05) é o chefe do tráfico de São Benedito, em Vitória.

"A afronta contra o órgão de segurança pública, quando é feita em qualquer morro, precisa de ordem do chefe do morro. Ninguém atira em um policial ou viatura sem a ordem dele. E esse episódio lamentável contou com mais de 11 tiros na viatura policial. Primeiro recebemos informação do serviço de inteligência da DHPP e da Patrimonial, avisando onde seria o paradeiro do criminoso. Pedimos então apoio à força tática e fomos logo pela manhã à casa do indivíduo. Chegando à residência, ele estava lá, tiramos foto dele e encaminhamos para o policial, que logo o reconheceu com 100% de certeza. Na residência onde ele foi encontrado também havia munições de vários calibres e um rádio comunicador, indicando a nossa certeza de que ele faz parte do tráfico de drogas", iniciou a autoridade policial.

Monteiro explicou ainda que o criminoso preso chegou a assumir que atirou no policial, justificando que o agente teria jogado a viatura sobre ele. "Isso não procede. O policial, na delegacia, relatou que foi surpreendido por quatro ou cinco indivíduos fortemente armados, dando ordem de parada. Mas ele, temendo pela vida, não parou, pelo contrário, acelerou. E aí foram efetuados vários disparos, com um kit rajada. Até o momento este mandante foi preso, que efetuou o disparo, e mais três já foram qualificados e identificados. É só questão de tempo e vamos prendê-los", garantiu.

O LABORATÓRIO

Sobre a desarticulação de um laboratório de lança-perfume, o delegado Gabriel Duarte Monteiro afirmou que nele foi apreendido um menor, um jovem de 17 anos. "Ele não tem envolvimento, a princípio, com o crime contra o policial. Mas o laboratório foi encontrado na mesma operação, só que em outro bairro, em Consolação. Quando estávamos em operação no morro, foi chegando informação do serviço de inteligência e também por meio do disk denúncia, o que fez com que as polícias Civil e Militar fossem ao laboratório. Lá foi encontrada grande quantidade de lança-perfume, que é vendido nos bailes do mandela. Eles tiveram um forte prejuízo, de cerca de R$ 200 mil. Além dessa droga, havia no local uma pistola 9 milímetros e um kit Roni", descreveu.

Segundo a autoridade policial, o jovem, menor de idade, assumiu que tomava conta do local. "Ele não é o dono da droga, mas é um foragido do sistema da infância. O prejuízo com esse laboratório é para eles e para quem consome esse tipo de droga, já que é um material fortemente tóxico, que prejudica o pulmão, fígado e rins, causando um grande risco à saúde de consumidores que insistem em utilizar em bailes clandestinos", finalizou.

SOBRE O CRIME

Uma viatura descaracterizada da Polícia Civil foi alvo de diversos tiros por volta das 23h40 da última segunda-feira, em Gurigica, Vitória. Na direção do veículo – que não possuía nenhuma identificação da polícia – estava um policial civil que atua na Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic) e não foi atingido pelos tiros. Foram pelo menos 15 disparos contra a viatura.

De acordo com informações da Polícia Militar, o agente passava com o carro pela rua Gilson Mendonça quando foi abordado por seis criminosos armados, que obrigaram que ele entregasse o veículo. Os bandidos abriram fogo contra a viatura. O carro foi atingido por 17 disparos, sendo que a maior parte deles atingiu o lado do carona e também a traseira do veículo.

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