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Publicado em 4 de março de 2026 às 19:14
De um presídio no interior do Estado do Rio de Janeiro partiu a ordem do envio de R$ 200 mil reais do Espírito Santo para a Rocinha, em terras fluminenses, para a compra de fuzis. Depois da aquisição, as armas seriam enviadas para o bairro Planalto Serrano, na Serra. O roteiro feito por Diego Augusto da Silva Andrade, vulgo Astro, de 31 anos, de dentro da cela de um presídio para fortalecer o tráfico de drogas na região.>
Apesar da tentativa, o plano acabou frustrado após a intercepção do carro que levava a quantia pela BR 101, no bairro Vila Capixaba, em Cariacica, na Grande Vitória, pela Polícia Penal. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (4).>
A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), explicou que Diego é integrante da facção do Terceiro Comando Puro. O presidiário lidera o bairro capixaba do RJ, onde está preso desde 2025 após fugir de uma cadeia capixaba em 2021, onde cumpria pena por associação ao tráfico e tráfico de drogas.>
Além de esquematizar a compra, ele também planejava fugir da cadeia com outros detentos para morar na Rocinha. Com o valor enviado, os criminosos poderiam comprar de quatro a seis armas, de acordo com a delegada. A quantidade certa dependeria do valor negociado entre os criminosos e o porte da arma.>
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O planejamento acabou descoberto após a Operação Fim da Rota, deflagrada na quinta-feira (26) nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação era para prender criminosos “invisíveis”, ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) — investigados sem antecedentes criminais, que vivem fora de comunidades dominadas por facções.>
A informação sobre o esquema chegou por meio do serviço de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A partir dos detalhes, formou-se uma parceria entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penal e a corporação civil e descobriram a participação de Diego. Durante a investigação, as equipes identificaram quatro carros saindo de Planalto Serrano. Os veículos seriam parte do esquema, conforme explicou a delegada. >
“O objetivo deles era ter alguns carros de batedor para serem abordados sem ter nada dentro e, assim, abrir espaço para o automóvel com o dinheiro. Por isso, só no terceiro veículo (que saiu de Planalto Serrano) identificamos o dinheiro. O quarto não encontramos”, frisou Enne.>
Os R$ 200 mil estavam guardados em uma bolsa infantil no porta-malas do carro, onde estavam um bebê em uma cadeirinha e um casal. Em um primeiro momento, ele disse à Polícia Penal, que realizou a abordagem, estar indo ao RJ a passeio. Depois mudou a versão e falou estar levando o dinheiro para comprar uma casa na Região dos Lagos. Já nos outros veículos parados pela PP nada foi encontrado.>
Como nenhum deles possui passagem criminal, além da imagem familiar formada pelos passageiros do automóvel onde estava a quantia, a polícia suspeita de um cenário montado. >
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