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Publicado em 4 de março de 2026 às 11:50
Traficantes do bairro Planalto Serrano, na Serra, colocaram R$ 200 mil em um veículo com a intenção de transportar o dinheiro até a Rocinha, no Rio de Janeiro, para que criminosos de lá comprassem armas, especialmente fuzis. A tentativa, no entanto, não teve sucesso: a quantia foi interceptada na BR 101, na altura de Vila Capixaba, em Cariacica, na última sexta-feira (27). >
Segundo as investigações, o envio do dinheiro ocorreria após a Operação Fim da Rota, deflagrada na quinta-feira (26) nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação teve como objetivo prender criminosos chamados de “invisíveis”, ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) — investigados sem antecedentes criminais que vivem fora de comunidades dominadas por facções.>
A ação foi frustrada pela Polícia Civil do Espírito Santo, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Mais detalhes sobre a apreensão dos R$ 200 mil serão divulgados nesta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa.>
Os investigados, apesar de manterem uma rotina aparentemente comum, são apontados como integrantes de um esquema de tráfico interestadual de drogas e armas, principalmente fuzis.>
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A operação ocorreu nos municípios de São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da capital do Rio de Janeiro, e também nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. No território capixaba, as ações se concentraram em Montanha, Serra, Guarapari, Vitória, Vila Velha e Cariacica, onde houve apreensões de maconha, haxixe e haxixe paquistanês. >
Cinco pessoas foram presas no Espírito Santo, entre elas um videomaker de 29 anos, em Cariacica, além de uma publicitária de 27 anos, uma cozinheira de 50 e um mecânico de 27 anos, os três na Serra. Todos foram encaminhados ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em Vitória.>
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações revelaram uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada entre os três estados. As apurações começaram em 2023, após a prisão de um traficante que saía do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, transportando armas para Cariacica.>
As equipes mapearam movimentações suspeitas, incluindo o uso de criptoativos, empresas de fachada e contas em nome de “laranjas”. O rastreamento permitiu identificar facilitadores financeiros e proprietários formais de bens utilizados para dar aparência de legalidade aos lucros do tráfico — justamente investigados que, até então, não possuíam registros criminais. >
As investigações também apontam que o líder do grupo coordenava as ações de dentro do Complexo da Maré. Para driblar a fiscalização, o operador central fazia a ligação entre fornecedores no Rio de Janeiro e distribuidores em outros estados, utilizando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes carregamentos de drogas. Ele também seria responsável por recrutar novos integrantes para a cadeia logística do esquema.>
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