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Respondia em liberdade por homicídio

Homem condenado por adulterar placas de carros é preso em Vila Velha

Lucas Schneider, de 23 anos, já respondia em liberdade por atropelar e matar um enfermeiro de 62 anos, crime cometido em 2019. Ele foi preso em casa, no bairro São Conrado

Publicado em 08 de Dezembro de 2020 às 20:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 dez 2020 às 20:22
condenado por adulterar placas de carros, Lucas Schneider, de 24 anos, foi preso em Vila Velha
condenado por adulterar placas de carros, Lucas Schneider, de 24 anos, foi preso em Vila Velha Crédito: Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (8) no bairro São Conrado, em Vila Velha, Lucas Schneider, de 23 anos, condenado por receptação e adulteração de placas de veículos. De acordo com a polícia, Lucas, que já havia sido condenado em 2019 por atropelar e matar um enfermeiro de 62 anos, estava em casa e não resistiu à prisão.
Segundo a Polícia Civil, Lucas foi preso em flagrante em dezembro de 2017 no bairro Itapuã, também, em Vila Velha, em um carro que havia sido roubado um mês antes, no estado do Rio de Janeiro, e que tinha as placas adulteradas. Ele estava com outro homem, que foi inocentado. Lucas, porém, foi considerado culpado e o processo foi transitado em julgado em segunda instância em outubro deste ano.
O diretor-adjunto da Superintendência de Polícia Interestadual e Capturas (Supic), delegado Marcos Aurélio, explicou que havia um mandado de prisão expedido contra Lucas, que não resistiu à prisão.
"De posse do mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário, nos dirigimos até a residência do condenado, onde ele estava, juntamente com sua mãe. Não houve resistência e o indivíduo foi conduzido para a sede da Supic. Após os procedimentos de praxe, ele será encaminhado ao sistema prisional", disse.
A reportagem de A Gazeta tentou contato com a defesa de Lucas, mas, até o fechamento desta reportagem, não obteve retorno. Assim que houver um posicionamento este texto será atualizado.

CONDENADO EM 2019 POR HOMICÍDIO CULPOSO

Lucas Schneider respondia em liberdade ao processo pelo qual foi condenado neste ano quando atropelou e matou o enfermeiro Luis Cláudio Ferreira da Silva, de 62 anos, no dia 29 de setembro de 2019. O carro conduzido por Lucas bateu na motocicleta na qual a vítima estava e depois em um poste em Jardim Guaranhuns, Vila Velha.
Ele fez o teste do bafômetro e deu positivo, segundo a Polícia Civil. Latas de cerveja foram encontradas no veículo que ele dirigia. O jovem tinha uma permissão para dirigir, que tem validade de um ano antes de a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ser efetivada e pode ser suspensa. 
Em depoimento à polícia, Lucas disse que saiu na noite de sábado (28) com um amigo mais três mulheres. Eles foram a um motel, em Vila Velha. O jovem relatou que bebeu no local e durante à noite teria ingerido duas latas de cerveja. Os cinco saíram do local às 7h de domingo dentro do mesmo carro, um Kia Sportage branco, que pertence ao pai de Lucas. Eles seguiam em direção ao bairro Araçás onde deixariam uma das mulheres.
Lucas afirma que ia atravessar a Rua 8 quando o motociclista atravessou e ele acabou batendo na moto. Depois, perdeu o controle do veículo e acertou o poste, que caiu. Após o acidente, contou que tentou chamar o Samu, mas foi hostilizado pela população. Uma senhora teria o levado até sua casa, de onde ela fez o chamado pelo socorro. No entanto, a vítima, Luis Cláudio Ferreira da Silva, 62 anos, não resistiu aos ferimento e morreu no local.
Primeiro, Lucas foi levado ao Hospital Antônio Bezerra de Faria, também em Vila Velha, para receber atendimento médico. Em seguida, foi encaminhado à Delegacia Regional de Vila Velha, onde fez o teste de embriaguez, que revelou que o jovem havia ingerido bebida alcoólica, segundo a Polícia Civil. O resultado foi de 0,77 mg/L de álcool no sangue. Os outros ocupantes do veículo tiveram apenas ferimentos leves.
Ele foi autuado e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, mas respondia. Lucas já possuía registro na polícia por dirigir sem habilitação, em outubro de 2015.

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