Casas usadas por criminosos na Piedade começam a ser demolidas
Nesta quinta-feira (25), algumas casas abandonadas da Piedade começaram a ser demolidas, em atendimento a um pedido feito pela própria comunidade local. As residências eram usadas por criminosos para controlar a movimentação no morro, principalmente visando as ações de policiais ou de grupos rivais.
A demolição é uma das 15 reivindicações feitas pelos moradores, após uma reunião com autoridades do poder público, realizada no início desta semana. A expectativa é que o serviço seja concluído até a próxima segunda-feira (29), em um trabalho conjunto do Governo do Estado e da Prefeitura de Vitória.
"Estamos aqui para atender exatamente esse clamor da comunidade da Piedade, que tem um sentimento de pertencimento. Estamos buscando agregar segurança pública e fatores sociais para essas pessoas"
Durante a demolição desta tarde, o secretário revelou que o Espírito Santo sofre com uma criminalidade ligada diretamente ao tráfico de drogas. De madrugada, teve uma morte em Andorinhas; e, de manhã, duas pessoas foram atingidas em Itararé. São confrontos por pontos de venda de entorpecentes, esclareceu.
Devido à grande participação de jovens nesse tipo de crime, ele defendeu também a colaboração de outros setores da sociedade e do poder público. É importante que esses jovens tenham uma orientação social diversa da criminalidade. Esse é o nosso papel. Não bastam ações policiais, afirmou.
Demolição de casas no Morro da Piedade
Como exemplo desse trabalho conjunto, ele citou a construção de uma espécie de praça na parte do morro chamada de campinho. A prefeitura já está idealizando um deck, para que a comunidade possa se reunir e aproveitar o espaço. O que é também uma demanda dos próprios moradores, adiantou.
"Esse é um projeto piloto. Estamos conversando com as comunidades, estamos presentes para atender às demandas. Queremos que isso dê certo, para que entremos em outras comunidades com o mesmo propósito"
Resumindo o trabalho implementado na Piedade, o secretário Alexandre Ramalho disse que o Estado precisa demonstrar preocupação com as comunidades. Não podemos permitir que vândalos e criminosos tomem conta de territórios tão férteis, com pessoas tão dignas, concluiu.