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Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 17:02
A execução de Rafael do Nascimento Lima, conhecido como Bananal, de 38 anos, morto a tiros em agosto do ano passado no bairro São José, em Vitória, foi motivada por uma disputa territorial entre facções criminosas que atuam na região da Grande São Pedro. A informação foi detalhada nesta segunda-feira (19) durante coletiva de imprensa da Polícia Civil, que marcou a conclusão do inquérito conduzido pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. >
O crime aconteceu na tarde do dia 2 de agosto, na Rua Wilson Toledo, conhecida como Rua da Galeria. Rafael conversava com outro homem em uma esquina quando foi surpreendido por Wellis Ribeiro Silva, conhecido como “Tatá”, que se aproximou armado com uma espingarda caseira calibre 12. Houve luta corporal, e a vítima chegou a tomar a arma do agressor. No entanto, dois comparsas chegaram logo em seguida e efetuaram diversos disparos contra a vítima.>
Mesmo ferido, Rafael ainda tentou reagir com a arma que havia retirado do primeiro suspeito, mas não conseguiu. Um dos tiros atingiu a artéria femoral, provocando uma hemorragia intensa. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu durante o atendimento médico. >
As investigações apontaram que o ataque foi cometido por três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC): Wellis Ribeiro da Silva (“Tatá”), de 25 anos, Wanderson Ribeiro dos Santos (“Piruzinho”), de 29 anos, e Júlio Evangelista Rodrigues, de 31 anos, conhecido como “Tilim”. >
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Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se aliaram a integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar retomar o controle do tráfico na região, após terem sido expulsos do território em anos anteriores. “O crime foi motivado por uma disputa territorial que envolve bairros como São José, Redenção e Santo André, onde facções rivais disputam pontos de venda de drogas”, explicou o delegado adjunto da DHPP de Vitória, George Zan.>
O inquérito também aponta que a vítima tinha envolvimento anterior com o tráfico de drogas. “O Rafael tinha anotações criminais relacionadas ao tráfico ali no bairro São José e, ao que tudo indica, também já teve envolvimento com a facção Primeiro Comando de Vitória (PCV)”, complementou o delegado. Ele destacou ainda que os envolvidos são considerados de alta periculosidade.>
Júlio Evangelista foi preso meses após o crime, inicialmente por violência doméstica, o que permitiu o cumprimento do mandado de prisão pelo homicídio. Já Wellis e Wanderson seguem foragidos. A Polícia Civil reforça o pedido de colaboração da população para localizar os suspeitos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.>
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