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Casal da Serra morreu após ingerir solvente vendido como óleo de semente de abóbora

Rosineide Dorneles Mendes Oliveiras e Willis Penna de Oliveira morreram no início deste ano, na Serra, após dias internados por consumirem o produto comprado pela internet. Perícia da Polícia Civil constatou que se tratava de um composto industrial de alta toxicidade

Publicado em 06/07/2021 às 09h40
Rosineide Dorneles Mendes e o cozinheiro Willis Pena de Oliveira, que morreram na Serra
Rosineide Dorneles Mendes e o cozinheiro Willis Pena de Oliveira, que morreram na Serra. Crédito: Reprodução/ Facebook

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do casal Rosineide Dorneles Mendes Oliveiras e Willis Penna de Oliveira. A mulher morreu em 15 de fevereiro e o companheiro foi a óbito em 16 de março deste ano, após ambos consumirem o produto denominado “óleo de semente de abóbora”, vendido para todo o Brasil pela internet.

A perícia constatou que o conteúdo do frasco possuía um produto altamente tóxico, usado como solvente em diversos processos industriais. Foram cumpridas buscas na empresa em São Bernardo do Campo, em São Paulo, que vendia o produto, e o proprietário foi preso em flagrante.

Detalhes do caso serão repassados em coletiva a ser realizada na manhã desta terça-feira (6), em Vitória.

O CASO

A artesã Rosineide Dorneles Mendes o cozinheiro Willis Pena de Oliveira, ambos com 50 anos, eram casados há quase 30 anos e morreram com uma diferença de apenas um mês: após a morte de Rosineide em 15 de fevereiro, Willis faleceu em 16 de março. A Polícia Civil investiga a denúncia de familiares, que contaram que o casal passou mal após ingerir um óleo de semente de abóbora, que foi comprado pela internet.

Os dois moravam na Serra e deixaram um filho de 20 anos, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso no dia 25 de janeiro, na 11ª Delegacia de Polícia, em Jacaraípe.

O anúncio no site diz que o óleo "ajuda na formação de hormônios", "combate problemas degenerativos, melhora a saúde cardiovascular e ajuda a controlar o colesterol". O produto passou a ser ingerido diariamente pelo casal.

Cerca de uma a duas semanas após o início do consumo, os dois começaram a sentir sintomas como dores abdominais, vômitos e mal-estar. Após procurarem ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Willis e Rosineide foram encaminhados ao Hospital Dório Silva em estado grave no dia 25 de janeiro. No dia 15 fevereiro, Rosineide morreu no hospital.

SUBSTÂNCIA DE CERVEJA CONTAMINADA

Após meses de investigação, que contou com a colaboração da Polícia Civil dos Estados do Espírito SantoSão Paulo e Minas Gerais, a polícia concluiu o inquérito e efetuou a prisão do responsável pela fabricação do produto vendido como óleo de semente de abóbora. A prisão ocorreu na cidade paulista de São Bernardo do Campo, em uma casa improvisada como laboratório, onde o fabricante produzia livremente o composto. Ele foi preso em flagrante no dia 25 de maio e cumpre prisão preventiva.

Para ler a matéria completa desta caso, clique aqui

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