O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Sartório, afirmou, nesta quarta-feira (18), que "não pode fazer um pré-julgamento" sobre o caso dos policiais envolvidos na abordagem que resultou na morte do jovem Gabriel Ferreira, no bairro Andorinhas, em Vitória.
Segundo a PM, o jovem teria apontado uma arma para os militares, que reagiram. Já os familiares do jovem negam a versão da polícia e afirmam que a vítima se rendeu no momento da abordagem. Os militares respondem a um inquérito policial militar, mas não foram afastados das ruas.
"No momento, está tendo uma apuração, um inquérito policial militar, que vai direcionar e trazer as circunstâncias. A gente não pode fazer um pré-julgamento até porque ocorreu, neste ano, um grande aumento do confronto armado. Os delinquentes estão mais ousados e confrontando a polícia. Um policial militar também é um trabalhador e precisa proteger sua própria vida", comentou Sartório, ao ser questionado por A Gazeta sobre o caso.
O comandante da PM garante que a corporação no Espírito Santo tem um dos menores níveis de letalidade do Brasil, mas pontuou que os PMs podem atirar contra suspeitos caso haja reação e a vida dos militares seja colocada em risco.
"Na situação do indivíduo armado atentar contra a vida dos policiais, em legítima defesa, eles vão reagir. Chegamos a um aumento de 30% no confronto policial. Ou seja, o policial está ficando mais em risco. Naquela situação de Andorinhas, a investigação vai dizer se os policiais estão corretos ou não"
Nesta terça-feira (17), o governador Renato Casagrande relatou que determinou uma apuração rigorosa da morte do jovem. O caso também é investigado pela Polícia Civil.