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Médica explica quem precisa fazer teste para coronavírus

Em entrevista à TV Gazeta, a infectologista Poliana Guerra também fala sobre os tipos de exames oferecidos no Espírito Santo

Publicado em 07/04/2020 às 09h20
A médica infectologista Poliana Guerra explica os testes de coronavírus atualmente realizados
A médica infectologista Poliana Guerra explica os testes de coronavírus atualmente realizados. Crédito: Reprodução / TV Gazeta

Com o avanço dos casos de coronavírus, muitas pessoas estão demonstrando preocupação em realizar testes para detectar, ou não, a doença. No entanto, especialistas esclarecem a real necessidade do exame e também a eficácia dos que estão sendo realizados. Em entrevista ao programa Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, a infectologista Poliana Guerra explica os tipos de exames oferecidos e afirma que o ideal é que pessoas com sintomas realizem o teste.

Atualmente, dois tipos de testes são oferecidos em laboratórios da rede particular do Estado: o teste genético, chamado de PCR; e o teste sorológico, que é o teste rápido em que o resultado sai em alguns minutos. No entanto, eles possuem métodos diferentes para o diagnóstico, como afirma a infectologista.

“Hoje o que a gente faz e que é considerado o padrão ouro é que na infecção recente, até os primeiros sete, oito dias, que seja feito o teste molecular. Ele é o que dá uma maior certeza diagnóstica. Ainda há muitas dúvidas sobre os testes sorológicos, que avaliam o anticorpo, a nossa defesa contra o vírus. Vários lugares do mundo que adotaram esses testes já alertaram sobre a possibilidade, baseada no fabricante, de que o resultado não seja assim tão confiável”, disse.

TESTE RÁPIDO COM SINTOMAS

De acordo com a médica, o teste sorológico tem uma maior eficácia diante do tempo da doença e, por isso, é importante que se tenha o registro de quando a pessoa iniciou os sintomas. Então, indicar este teste rápido para quem está assintomático não é uma opção bem avaliada.

“Na hora que o outro (teste genético) está perdendo a validade, em torno de 7 a 8 dias, é o momento que ele (teste sorológico) passa a ter uma validade maior. Então, é preciso que a gente tenha esse marcador do início da doença mais claro. Por isso que, às vezes, é difícil de a gente indicar para uma pessoa assintomática que realize, por exemplo, um teste rápido”, explicou.

Por esse motivo, a médica é enfática em dizer que o ideal é que os testes sejam realizados em pessoas que apresentem sintomas gripais.

Poliana Guerra

Médica Infectologista

"Como a gente tem, pela confiabilidade dos dois métodos, a necessidade de estabelecer um tempo, uma cronologia de doença, o ideal é que o paciente sintomático faça. Se eu fizer esse teste hoje e ele vier negativo, talvez não tenha um bom dado para dizer, por exemplo, que não tive a doença ou que eu não tenha. Eu posso estar numa fase em que um dos testes não conseguiu identificar, ou posso ainda não ter tido uma resposta do nosso organismo suficiente para que o teste tenha capacidade de detecção. Então, o ideal neste momento era que pacientes sintomáticos, com sintomas gripais, fossem indicados para o melhor teste. Mas, para isso, a gente precisa de uma avaliação médica, para indicar a qual deles seria o melhor"

Como há uma recomendação de que somente pessoas com sintomas procurem o sistema de saúde, quem ainda tiver dúvidas sobre a realização do teste ou não, pode acionar especialistas por telefone. “Vários planos de saúde estão oferecendo avaliações por telefone, avaliações à distância, e essas avaliações são suficientes para a indicação do melhor teste naquele momento. Então, acho que pode ter uma utilidade, sim”, completou.

Ainda segundo a médica, os testes oferecidos pelos planos particulares estão custando em torno de R$ 200.

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