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Entenda como funciona a análise de coronavírus no Espírito Santo

O coordenador do Centro de Operações Estratégicas (COE) da Sesa, Luiz Carlos Reblin, concedeu entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta quinta-feira (27)

Publicado em 27/02/2020 às 09h55
Atualizado em 27/02/2020 às 19h25
Luiz Carlos Reblin, coordenador do Centro de Operações Estratégicas da Sesa. Crédito: Larissa Avilez
Luiz Carlos Reblin, coordenador do Centro de Operações Estratégicas da Sesa. Crédito: Larissa Avilez

Como se dá o processo de análise de um caso suspeito de coronavírus no Espírito Santo? Na manhã desta quinta-feira (27), o coordenador do Centro de Operações Estratégicas (COE) da Sesa, Luiz Carlos Reblin, explicou, em entrevista à TV Gazeta, esse passo a passo. Segundo o coordenador, o protocolo seguido pelo Espírito Santo foi definido pelo Ministério da Saúde. Em caso de suspeita de contaminação por coronavírus, os pacientes serão encaminhados para o Hospital Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, e ao Hospital Infantil, em Vitória.

LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA 

De acordo com Reblin, o laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, é a unidade de referência para avaliação do material suspeito em solo capixaba. "Antes de mandarmos o material para o Laboratório Fiocruz, realizamos alguns testes. Esses testes iniciam pela manhã e a partir das 14h os resultados serão divulgados”, informou, durante entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, nesta quinta-feira (27).

DIFERENÇAS DE TEMPO

O coordenador do COE detalhou o emprego dos procedimentos da Secretaria de Saúde. Questionado sobre o prazo para divulgação dos resultados dos exames, diferente do que foi observado em São Paulo nesta quarta-feira (26), Reblin respondeu que na Capital paulista, o paciente se apresentou em um hospital particular. Por isso, a confirmação foi mais célere.

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PASSO A PASSO

“No Estado, recebemos uma notificação de um caso suspeito para Covid-19 e então coletamos o material. Para não sobrecarregar o laboratório de referência, iniciamos aqui alguns exames que podem detectar outras viroses. Essa bateria é realizada antes de mandar o material para o Rio de Janeiro. Se ele não for positivo para influenza ou outras viroses, encaminhamos para o Fiocruz”, detalhou.

Se o exame realizado pela Sesa identificar qual agente está causando a sintomatologia naquele momento, e não seja o Covid-19, o caso é encerrado. O prazo de protocolo para a FioCruz no Rio de Janeiro, a partir do momento em que esse material ingressa no laboratório, é de sete dias.

PORTOS E AEROPORTOS

Em relação aos procedimentos adotados nos portos e aeroportos capixabas, Luiz Carlos Reblin destacou que essas estruturas são monitoradas pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, no caso dos portos, o acesso é mais restrito. Já nos aeroportos, são transmitidas mensagens sobre os sintomas  do coronavírus e quais procedimentos devem ser seguidos em caso de suspeita de contaminação.

"Os portos são mais restritivos porque é uma viagem mais longa. Quando a pessoa apresenta algum sintoma, para qualquer doença importante, que pode ser transmitida para outras pessoas, essa embarcação comunica ao Ministério da Saúde, que toma providência já isolando essa pessoa.  Nos aeroportos, o Brasil ainda não tem nenhum tipo de restrição a voos internacionais, só de orientação."

RESULTADO NESTA QUINTA

O resultado que vai confirmar ou descartar a suspeita de coronavírus para um capixaba de 25 anos que chegou de Singapura recentemente deve ser divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a partir das 14h desta quinta-feira (27). O capixaba está em isolamento em sua casa em Aracruz, no Litoral Norte do Estado.

Ele apresentou sintomas como febre e coriza. Essa é a segunda suspeita de coronavírus registrada no Espírito Santo. Na tarde desta quarta (26), a Sesa informou que a primeira suspeita notificada no Estado, na Serra, foi descartada e que o paciente recém-chegado da Itália foi diagnosticado com influenza A (gripe).

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