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Veja por que está na hora de sair da poupança e investir seu dinheiro

Deixar o dinheiro na caderneta de poupança é um péssimo negócio com os juros baixos como estão. Apostar em diversificar a carteira de investimentos é o melhor negócio. Confira algumas dicas

Publicado em 22/01/2020 às 16h52
Atualizado em 22/01/2020 às 17h03
Com Selic em queda, especialistas recomendam investimentos de mais risco. Crédito: Pixabay
Com Selic em queda, especialistas recomendam investimentos de mais risco. Crédito: Pixabay

A poupança não foi nada bem em 2019 e o seu rendimento foi inferior ao da inflação acumulada no ano. Com isso, quem deixou dinheiro na caderneta pensando que iria "ganhar", acabou se frustrando.  Diante desse cenário, a dica dos especialista é uma só: é hora de deixar a poupança de lado, perder o medo e assumir um pouco de risco para ver seu dinheiro render.

Mas afinal, porque é preciso assumir riscos na hora de investir? Quando você toma risco, está aceitando as consequências dos seus investimentos, ou seja, você pode ganhar muito dinheiro, pouco ou mesmo perder. Por isso, quanto mais arriscado o investimento for, maior ele pode remunerar. O nível do risco vai depender diretamente do seu investimento. Por exemplo, comprar ações em bolsa é mais arriscado do que no títulos do Tesouro Direto.

Já a poupança é o produto que concentra o maior número de investidores no Brasil, apesar de não ser considerada pelos especialistas como uma forma de investimento. Ela rende pouco por não ter o fator "risco" na sua precificação. O maior risco que o dinheiro corre é o de confisco por parte do governo federal, o que só ocorreu em março de 1990, durante o governo Fernando Collor de Melo, que apesar de quase 30 anos ainda está presente na memória de muitos brasileiros.

Na caderneta, você deixa seu dinheiro rendendo um percentual fixo, atualmente está em 70% da Taxa Selic (que é de 4,5% ao ano) mais a Taxa Referencial do Banco Central, a TR, que está zerada. Para se ter uma noção da desvalorização, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano passado com alta de 4,31%, e, nesse mesmo período, a poupança rendeu apenas 3,85%. Ou seja, o dinheiro que ficou na caderneta no ano passado desvalorizou.

A projeção é de que neste ano haja um rendimento real negativo de 0,45%, caso a previsão do mercado para a inflação de 3,6% no acumulado de 2020 se concretize. 

Outros investimentos mais conservadores estão ligados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), base para grande parte dos produtos de renda fixa, que está a 4,4% ao ano. Apesar de não ter uma remuneração tão boa quanto produtos de renda variável, ainda assim está melhor que a poupança. Hoje alguns bancos digitais já oferecem que o seu dinheiro em conta renda 100% da CDI.

Diante destes números, assumir risco acaba sendo a única opção para você não perder dinheiro. Em busca de ter rentabilidade, mais de 1,7 milhão de brasileiros foram à Bolsa de Valores brasileira no ano passado, com isso a B3 bateu sucessivos recordes. 

QUAIS SÃO OS TIPOS DE INVESTIMENTO?

Existem dois tipos de investimento: renda fixa e renda variável. Ambos são guiados por uma máxima: quanto maior o risco de investir nele, mais ele vai pagar para que as pessoas aportem capital. Por isso, ações pagam mais do que o Tesouro Direto, por exemplo.

Os títulos de governo, também conhecidos como títulos de dívida pública, são os investimentos mais seguros do mercado. No caso do governo federal, eles são negociados diretamente na plataforma do Tesouro Direto e qualquer pessoa consegue ter acesso a ele com aplicações mínimas a partir de R$ 36,35, como é o caso do Tesouro Pré-fixado 2022.

Por ser um investimento considerado de baixo risco, ele tem uma remuneração muito menor do que os demais, já que as outras instituições precisam pagar juros adicionais para atrair investidores e compensar o risco. Para ganhar mais no Tesouro Direto, a dica é apostar em investimentos com prazos maiores, de cinco a dez anos, por exemplo.

INVESTIMENTOS EM RENDA FIXA

Por regra, as aplicações em renda fixa tem a rentabilidade definida. Dessa forma, você consegue saber antes mesmo de investir quanto vai render o seu dinheiro e em quanto tempo. 

Entre elas estão o Tesouro Direto (Tesouro Selic, Tesouro IPCA, Tesouro Prefixado), CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LIG (Letra Imobiliária Garantida), LC (Letra de Câmbio), LF (Letra Financeira), debêntures, debêntures incentivadas (sem Imposto de Renda), fundos de investimento em renda fixa e COE (Certificado de Operações Estruturadas).

INVESTIMENTOS EM RENDA VARIÁVEL

Já na renda variável, como o próprio nome já indica, não é possível definir o quanto o dinheiro vai render. Ela depende de uma série de fatores como a economia nacional, mercado internacional e saúde da empresa ou instituição, por exemplo. Os principais tipos são: ações, fundos de ações, fundos multimercado, fundos imobiliários, ETFs, derivativos (como opções de ações e contratos de dólar), commodities (como ouro e petróleo) e COE (Certificado de Operações Estruturadas).

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