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Quer fazer o dinheiro render? Veja como investir a partir de R$ 100

Para investir não é preciso ter grandes somas. É possível aplicar a partir de R$ 100, por exemplo, em títulos públicos ou até mesmo em ações sem pagar taxas

Publicado em 13/01/2020 às 11h12
Atualizado em 13/01/2020 às 18h40
Dinheiro: investir é a melhor maneira de fazer render. Crédito: Pixabay
Dinheiro: investir é a melhor maneira de fazer render. Crédito: Pixabay

Ninguém quer perder dinheiro, certo? Com as sucessivas quedas na taxa básica de juros, a  Selic, deixar na poupança é cada vez mais um mau negócio. Mas como fazer para garantir que o seu patrimônio renda o máximo possível se não possui uma grande soma para investir?  É possível aplicar a partir de R$ 100, por exemplo, em títulos públicos ou até mesmo em ações sem pagar taxas.

O tipo da aplicação e de quanto em quanto tempo você vai colocar dinheiro no investimento dependerá da sua capacidade de poupar e também das suas finanças pessoais. A ideia do investimento que seu dinheiro que está “sobrando”, por menos que seja, renda durante o período em que ficar “parado”.

Para muitas pessoas, R$ 100 pode até parecer pouco, mas para um trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 1.039) mensalmente o valor representa 9,6% da sua renda bruta. Por isso, antes de dar qualquer passo é preciso pensar em qual a sua realidade financeira.

Ter filhos, ser solteiro, morar de aluguel, ser estagiário ou ter um emprego estável são alguns dos pontos que fazem diferença na hora de guardar o dinheiro. Além disso, cada perfil desses têm um modo de investir diferente. Para alguns, é possível realizar aportes mensais, já outros poderão apenas separar o dinheiro a cada dois ou seis meses.

É importante lembrar que quanto maior o montante disponível, mais opções de investimentos você terá. Isso porque é muito comum os fundos de investimento terem valor de entrada mínima, mas com aportes mensais de menor quantia. Então, você pode começar a guardar R$ 50 ou R$ 100 por mês na poupança até chegar a R$ 500 ou R$ 1 mil, por exemplo, para ter mais opções de investimento.

“Já pensando em pessoas que tenham volume mais baixo disponível, acabam sobrando basicamente cinco alternativas: poupança, Tesouro Selic, investimento direto na bolsa, ETFs (que tentam replicar índices, como o Ibovespa) e fundo de ações. O ideal é diversificar a sua carteira, mas para isso é preciso acumular um pouco mais de dinheiro”, comenta o especialista em finanças e sócio da Alphamar Investimento Fernando Galdi.

Com R$ 100, é possível investir em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. Na última quinta-feira (09), havia pelo menos oito opções com aplicação mínima abaixo de R$ 50 e uma acima desse valor. Outras opções são a compra de ações do mercado fracionário ao invés de lote, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Fundos de Investimentos e Fundos de Previdência.

Outra boa notícia para quem quer investir foi o anúncio que a B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, realizou no início deste ano. Ela zerou as taxas de manutenção de conta (que eram de cerca de R$ 110 por ano) e a reduziu à tarifa de negociação de ações em cerca de 10% para pessoas físicas em geral.

CUIDADO COM AS TAXAS NA HORA DE INVESTIR

Quem pretende investir precisa ficar atento aos custos das operações cobradas pelas instituições que vão gerir o seu dinheiro, já que para negociar títulos do governo ou ações na bolsa é preciso ter uma conta em uma corretora, ou banco. 

Fernando Galdi

Especialista em finanças e sócio da Alphamar Investimento

"Alguns cobram taxas sobre o valor investido, ou têm um preço fixo por aporte, ou cobram um percentual sobre o rendimento do investimento. Por isso é importante procurar por bancos ou corretoras que tenham taxas menores ou nulas. Dessa forma, você garante que seu dinheiro renda ainda mais"

Outro ponto importante é a cobrança pela transferência. Algumas instituições financeiras cobram pelo TED ou DOC que você faz. “Se você estiver em um banco que cobre R$ 10 por TED, por exemplo, você já perdeu 10% do valor do seu investimento. Por isso, ter um banco que não realize cobrança por transferência vale muito a pena”, aponta o sócio da Valor Investimentos Luiz Alberto Caser.

TENHA SEMPRE UMA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Mesmo investindo, é importante ter uma reserva de emergência, deve ter um saldo de três a seis vezes o valor do custo mensal da pessoa.

Luiz Alberto Caser

Sócio da Valor Investimentos

"Você pode deixar esse valor na poupança ou colocar em locais com liquidez (velocidade com que investimento se converte em dinheiro) diária, como o Tesouro Selic, para garantir que renda, no mínimo, mais que a inflação, até juntar R$ 500 para diluir o custo com o TED e depois investir"

A reserva de emergência por si só já é um investimento se o dinheiro não estiver na poupança. O mais recomendado é deixar o dinheiro à mão, mas se você tem um emprego estável ou não tem muitas despesas mensais altas, como aluguel, por exemplo, pode colocar parte do dinheiro na bolsa de valores, investimento mais arriscado.

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