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Vale vai produzir produto que polui menos no ES e contratar 800 para obras

Na fase de operação serão criados mais 120 empregos. Usinas 1 e 2 de Tubarão serão reativadas para fazer o briquete verde, menos poluente que as pelotas; entenda

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 09/09/2021 às 18h52
Pilha de briquetes verdes. Produto será produzido pela Vale em Tubarão
Pilha de briquetes verdes. Produto será produzido pela Vale em Tubarão . Crédito: Divulgação / Vale

A Vale anunciou nesta quinta-feira (9) que passará a produzir “briquete verde”, um tipo de produto de minério menos poluente. Duas usinas do Complexo de Tubarão, em Vitória, serão adaptadas para fabricar o novo produto e, segundo a mineradora, serão criadas 800 vagas de emprego nesse processo em 2022. Outros 120 postos de trabalho serão necessários para operar as estruturas.

As usinas 1 e 2 da Vale estão paradas desde 2019. É nelas que serão fabricados os briquetes verdes, que são formados por finos e superfinos de minério de ferro e uma fórmula aglomerante (um tipo de “cola”), capaz de resistir à temperatura elevada do alto-forno das siderúrgicas sem se desintegrar.

Enquanto a produção de pelotas, principal produto feito nas plantas de Tubarão, usa calor para unir os finos de minério (cerca de 1300 ºC), o briquete passa por um processo “a frio” e, por isso, emite até 80% menos gases de efeito estufa.

“A gente vem buscando há duas décadas uma forma de aglomerar minério com baixo consumo energético. Ninguém havia sido bem sucedido em conseguir uma formulação para o minério ser aglomerado e merecer íntegro durante todo o processo”, explica o gerente de novos produtos de minério da Vale, Fernando Corrêa.

Serão investidos US$ 135 milhões na conversão das duas usinas, cerca de R$ 700 milhões na cotação atual do dólar, para que seja possível produzir 6 milhões de toneladas de briquete verde por ano. Ao todo, a empresa pretende produzir até 50 milhões de toneladas anuais do material até 2035 nas diversas plantas da mineradora pelo mundo.

O briquete feito em Tubarão terá como destino o mercado europeu e asiático. Por ser um produto novo, ele ainda não tem preço determinado. A empresa acredita, contudo, que deva ser valorizado no mercado por conta do apelo ambiental. Por ter menos etapas de produção, o briquete tem um custo de produção menor que as pelotas.

Fernando Corrêa

Gerente de novos produtos de minério da Vale

"A expectativa é de que no início de de 2023 teremos briquetes para colocar no mercado. Todos os clientes se mostram interessados, estamos passando da fase de desconfiança. Porque todo mudo sofre muito com as restrição de emissão dos gases de efeito estufa. Os clientes estão vendo com bons olhos porque é importante para a manutenção dos negócios deles"

As usinas siderúrgicas poderão diminuir a dependência do processo de sinterização com o uso do briquete e assim, reduzir elas próprias, a emissão de gases de efeito estufa em 10%. A sinterização ocorre antes da produção do aço e também serve para aglomerar fino de minério de ferro com uso de altas temperaturas.

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