Em meio ao avanço do coronavírus e com vários setores da economia tomando medidas para evitar o contágio, os trabalhadores do comércio do Espírito Santo também estão propondo alterações na jornada de trabalho. Uma das ideias é dar férias coletivas para funcionários de lojas de shopping centers por pelo menos 15 dias, tendo em vista que o setor é um dos poucos onde o trabalho home office é totalmente inviável e que o movimento já está caindo drasticamente.
O Sindicato dos Comerciários enviou um documento nesta terça-feira (17) para a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES) com várias propostas de alterações na rotina de trabalhadores do setor no Estado.
OS PEDIDOS:
- Férias coletivas de 15 dias a todos os empregados de shoppings a partir do dia 20 de março;
- Jornada de trabalho exercida provisoriamente entre 9h e 20h (dividida em turnos) para empregados do comércio geral (fora dos shoppings) em dia de semana pelo período de 15 dias;
- Proibição de funcionamento de lojas aos domingos pelos próximos 90 dias;
- Prorrogação de licença maternidade em 60 dias, para quem vai voltar nos próximos 90 dias;
- Liberação de empresas gestantes até o controle da pandemia sem prejuízo no salário e benefícios;
- Liberação dos pais de menores de 12 anos do trabalho. As horas irão para o banco de horas;
- Disponibilização de álcool em gel e máscara.
Veja o documento completo:
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Proposta Sindicato dos Comerciários - coronavírus
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FECOMÉRCIO
O presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, informou que recebeu as reivindicações e que os sindicatos patronais irão analisar os pedidos. Ele disse que nesta quarta (18) se reunirá com o departamento jurídico da entidade para avaliar as medidas.
"A gente tem uma preocupação no momento de manter o atendimento de forma segura e diferenciada, com mais cuidados de higiene, e mantermos os empregos. É uma coleção grande de reivindicações, que na atual conjuntura deve ser difícil atender todas, mas ainda não temos um posicionamento e vamos analisar", comentou.
José Lino destacou que o momento tem sido delicado para alguns tipos de comércio no Estado, sobretudo os shoppings, que estão com uma queda de 60% na movimentação nesta semana.