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Trabalhador morre após bloco se soltar em pedreira de Barra de São Francisco

Segundo a PM, Diéliton Gonçalves Melo, 30 anos, caiu de uma altura de 40 metros, quebrou a perna e bateu a cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital

Publicado em 02/11/2020 às 18h28
Atualizado em 02/11/2020 às 23h17
Diéliton Gonçalves Melo, 30 anos, morreu em uma pedreira de Barra de São Francisco
Diéliton Gonçalves Melo, 30 anos, morreu em uma pedreira de Barra de São Francisco. Crédito: Acervo Pessoal

Um trabalhador morreu na manhã desta segunda-feira (2) depois de se envolver em um acidente de trabalho em uma pedreira no interior de Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo. Diéliton Gonçalves Melo, 30 anos, trabalhava na Mineração Giallo Ornamental, que fica na localidade de Vila Itaperuna. De acordo com a Polícia Militar, ele caiu de uma altura de 40 metros, após um bloco de soltar.

Segundo a PM, o acidente aconteceu pouco depois das 7 horas. O homem estava trabalhando quando a pedra se soltou. Ele caiu de uma altura de 40 metros, quebrou a perna e bateu a cabeça.

Ele foi socorrido por funcionários da empresa e levado para o Hospital Estadual Alceu Melgaço Filho, também em Barra de São Francisco. O trabalhador morreu na unidade de saúde, ainda durante a manhã. Os bombeiros informaram que não foram acionados para atender a ocorrência.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) de Colatina, também no Noroeste do Estado. Durante a tarde, a esposa dele esteve no local para liberar o corpo. Funcionários da pedreira acompanhavam a esposa. Ninguém quis gravar entrevistas, mas o colaborador da mineração afirmou que presta assistência para família, ele não comentou sobre as causas do acidente.

A esposa contou que Diéliton era pai de uma menina de 4 anos e trabalhava há cerca de dois anos na pedreira como marteleiro.

Homem morreu nesta segunda-feira (2)
Homem morreu nesta segunda-feira (2). Crédito: Acervo Pessoal

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Extração, Beneficiamento e Comércio de Mármore, Granito e Calcário do Espírito Santo (Sindimármore) lamentou a morte do trabalhador e salientou que está acompanhando o caso.

TRISTE ROTINA

Em pouco mais de três meses, pelo menos quatro trabalhadores morreram em pedreiras das regiões Norte e Noroeste do Estado.

O Sindimármore cobrou mais fiscalização dos órgãos competentes para reduzir os riscos de acidentes. O secretário da entidade, Reginaldo Célia, ressaltou que o sindicato atua com o objetivo de preservar a saúde e segurança dos funcionários do setor. “O sindicato tem poder de denúncia, então quem tem que fazer a outra parte são os órgãos. A gente vem cobrando uma fiscalização, mas isso não vem acontecendo”, comentou.

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