Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Abismo social

Renda dos mais pobres no ES cresce só R$ 6 antes da pandemia

Dados do IBGE revelam que as parcelas mais ricas da população viram os rendimentos crescerem ano passado. Segundo a Pnad, os ganhos mensais de 1% da população é mais de 30 vezes maior do que 50% dos trabalhadores do Estado

Publicado em 06 de Maio de 2020 às 10:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 mai 2020 às 10:10
Data: 12/04/2015 - ES - Vitória - Região de São Pedro sem saneamento básico - Editoria: Cidades - Foto: Marcelo Prest - GZ
População capixaba das camadas mais pobres teve dificuldades para melhorar a renda em 2019 Crédito: Marcelo Prest
A renda média da metade mais pobre da população do Espírito Santo cresceu só R$ 6 em 2019. Segundo a Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua (Pnad-C) divulgados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE, esses trabalhadores viram os rendimentos praticamente se estagnarem no ano passado, indo de R$ 872 para R$ 878 em média. O valor é o mesmo registrado em 2013.

DESIGUALDADE ACELERADA

A Pnad demonstrou um agravamento na desigualdade em termos de distribuição de renda no Estado. No outro extremo da pirâmide, os 10% mais ricos tiveram aumento de R$ 703 (4%) nos ganhos médios, indo de R$ 8 506 para R$ 9 209 em 2019.
O maior aumento proporcional de rendimentos ocorreu na parcela do 1% mais ricos. Os ganhos médios dessa população, que desde 2012 já superam R$ 20 mil, avançou 7% em 2019, chegando a R$ 26.344. É o maior aumento desde 2012. Esse público tem uma renda mensal que é 30 vezes maior do que 50% dos trabalhadores do Estado.
Em 2019, a massa mensal de rendimento habitual foi de aproximadamente R$ 4,28 bilhões,  12% maior que a estimada para 2018 e 80% maior que a de 2012.
O número de pessoas com rendimento de todos os trabalhos subiu de 1.814 em 2018 para 1.887 em 2019, de acordo com o levantamento do IBGE. A quantidade de pessoas com pensão e aposentadoria também avançou de 544 mil para 583 mil de um ano para outro.

PRETOS E PARDOS

Em 2019, permanecem as grandes discrepâncias entre o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas (R$ 2.929), pardas (R$ 1.811) e pretas (R$ 1.791). Também perduram as diferenças de gênero: o rendimento de todos os trabalhos dos homens (R$ 2.557) é 40% mais alto que o das mulheres (R$ 1.821).
O percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família caiu de 8,7% em 2018 para 8,4% em 2019. Em 2012, 9,4% das casas no Estado recebiam o benefício. Já o BPC-LOAS se manteve estável com 2,8% dos lares contemplados com o auxílio.
O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita teve ligeira alta entre 2018 e 2019, variando de 0,509 para 0,519 Já o Gini para o rendimento de todos os trabalhos também avançou de 0,477 para 0,491. 

PROGNÓSTICO RUIM PARA 2020

Os dados deste estudo são anteriores à pandemia de coronavírus, o que significa que aqueles de 2020 devem revelar uma realidade ainda mais cruel. Segundo o boletim de abril do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, a estimativa é de que haja queda de até 8,6% na renda dos trabalhadores este ano.
A diminuição deve ser consequência da alta do desemprego provocado pela crise econômica que se instalou no Brasil e no mundo desde o início da pandemia. A FGV estima que a taxa de desemprego deve saltar de 11% para 17% até o fim deste ano.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Como cuidar das plantas no inverno: 5 dicas essenciais
Messi Argentina
Média de gols na primeira rodada da Copa é a maior desde 1958
Ramal ferroviário no Porto de Vitória
Nova conexão ferroviária no Porto de Vitória vai começar a operar em agosto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados