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Obras da Vale no Porto de Tubarão vão abrir 1.500 vagas em 2021

Empresa prevê investir R$ 4 bilhões até 2025 em projetos no complexo portuário e busca trabalhadores qualificados

Publicado em 01/10/2020 às 20h55
Atualizado em 02/10/2020 às 08h42
Complexo de Tubarão, em Vitória, no Espírito Santo. Imagem mostra os três piers em que os navios aportam, além das usina de pelotização de minério. Sistema Sudeste da Vale
Complexo de Tubarão da Vale, no Espírito Santo. Crédito: Reprodução/Relatório de Produção da Vale

As obras previstas pela Vale para os próximos anos devem gerar cerca de 1,5 mil postos de trabalho até 2021. A mineradora estima investir R$ 4 bilhões em quatro anos, recurso que será aplicado no complexo portuário de Tubarão.

A informação foi apresentada pelo gerente de engenharia e projetos de capital do complexo portuário de Tubarão, Renato Gomes Souza, em live promovida pelo Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo (GPAEES) na tarde desta quarta-feira (1).

"O efetivo de obra previsto é por volta de 3.125 profissionais em 2021. Porém, em 2022 e 2023 pode até dobrar. Hoje, temos cerca de 1.500 profissionais já atuando nas obras", afirmou.

Dos 197 projetos que serão implantados nos próximos anos, 127 estão no escopo do Plano Diretor Ambiental da empresa, que determina metas de redução de emissão de materiais particulados e tratamento de efluentes.

Mais da metade desses projetos ocorrerão na área de transporte de minério e de gestão hídrica. Ainda segundo dados apresentados pelo representante da Vale, um quarto dessas obras já está em andamento.

Dos R$ 4 bilhões em investimento previstos, 60% ocorrerão no complexo portuário. Já 23% serão alocados na área de pelotização, 17% em intervenções para preservação do meio ambiente e 1% na Estrada de Ferro Vitória a Minas.

Entre alguns dos projetos de engenharia citados está, por exemplo, a implantação de 156 mil m² de pavimentação e sistema de drenagem, além do fechamento de 40 km de correias transportadoras de minério.

MÃO DE OBRA QUALIFICADA

Na apresentação, Souza citou que a empresa busca melhorar a produtividade também por meio de um programa de capacitação de investimentos.

Segundo a empresa, 80% da mão de obra contratada costuma ser da construção civil, grupo este em que apenas 62% dos trabalhadores têm qualificação.

OBRAS DE INFRAESTRUTURA PREVISTAS

O executivo para Infraestrutura e Desestatização da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Luis Claudio Montenegro, também participou do evento on-line e descreveu os muitos projetos previstos para o Espírito Santo e que auxiliarão na retomada econômica do Estado na pós-pandemia. 

Segundo ele, entre obras ferroviárias, rodoviárias, portos, indústrias e no setor de óleo e gás, há a previsão de que o Estado receba R$ 64,2 bilhões em investimentos nos próximos anos e gere 18,5 mil empregos diretos.

"Estamos hoje desenhando com o governo a retomada dos planos de infraestrutura, logística e energia do Estado e também discutindo fortemente com ele pode promover a organização institucional que permitirá conversas com bancos de investimentos e investidores privados em uma ação integrada", disse.

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