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Calorão

Na onda do calor, confira dicas para comprar o ar-condicionado ideal

Com as altas temperaturas, consumidores querem refrescar o ambiente, mas têm dúvidas sobre a melhor opção; saiba mais sobre modelos, inclusive de ventiladores, e o que pesa no bolso

Publicado em 25 de Novembro de 2023 às 08:09

Felipe Sena

Publicado em 

25 nov 2023 às 08:09
Diferentemente de muitos filmes de Natal, em que as compras deste período acontecem debaixo de neve, no Espírito Santo o final de ano chegou com muito calor. Quem já tinha planos de comprar um eletrodoméstico para refrescar a casa, agora pode ter decidido de vez o que vai "pedir de presente" para o Papai Noel: um ar-condicionado.
A aposentada Rosângela Crevelário, 47 anos, foi até um shopping de Vitória na sexta-feira (24) para aproveitar promoções de Black Friday e comprar um aparelho. Ela, no entanto, ficou de olho nos preços na internet antes de ir à loja. "Pesquisei antes no próprio site da loja. E também já tinha vindo na loja física", conta.
A aposentada Rosângela Crevelário, 47, foi até o shopping procurando por um modelo inverter em promoção
A aposentada Rosângela Crevelário, 47, foi até o shopping procurando por um modelo inverter em promoção Crédito: Felipe Sena
Rosângela também pesquisou o modelo que melhor atenderia as suas exigências. E chegou à conclusão que o mais adequado é o inverter, por apresentar uma economia de energia. "É o mais tecnológico. Gasta menos. Esse negócio da energia pesa no bolso. Minhas amigas que têm outros modelos contaram: 'prepara o bolso para pagar conta de energia porque vem um rombo'", disse a aposentada.

As melhores opções para ar-condicionado e ventiladores

Para ajudar na escolha de um modelo de ar-condicionado ou de ventilador que melhor se enquadre nas suas necessidades, A Gazeta preparou uma lista com dicas sobre os equipamentos.

1 - Escolha um entre vários modelos

A primeira dúvida costuma também ser a mais comum: qual é o ar-condicionado ideal? E já vamos adiantar que a resposta depende de outros fatores que vamos listar mais adiante. Todos os modelos têm vantagens e desvantagens. Além disso, fatores como tamanho do ambiente, exposição ao sol e, claro, o orçamento, tanto na hora de comprar quanto na despesa extra da conta de luz, devem ser levados em consideração.
Modelo de ar-condicionado portátil
Modelo de ar-condicionado portátil Crédito: Divulgação
 O modelo de janela é simples e, geralmente, tem um bom custo-benefício, mas apresenta mais ruído. O portátil costuma ser o mais barato. No entanto, tem uma capacidade menor de resfriamento. O split é silencioso, contudo não é indicado para ambientes com um grande fluxo de pessoas. O inverter consome menos energia, mas demanda mais manutenção. E essas são só algumas características dos modelos mais comuns. Outros fatores tornam um modelo superior a outro.
Para os orçamentos mais apertados, os ventiladores podem ser uma opção. Há inúmeros modelos, que variam conforme as rotações por minuto, a quantidade de pás, o tamanho, além dos tipos móveis e fixos, como os de teto.

2 - Potência

Os aparelhos de ar-condicionado sempre vêm com uma informação: o BTU. Então, aquele com mais BTU ganha, certo? Não, já que essa unidade de medida — que vem do inglês British Thermal Unit — serve justamente para calcular a energia necessária para diminuir a temperatura. Mas, calma, tem um jeito de descobrir qual é o ideal.
As principais fabricantes indicam a seguinte conta: 600 BTUs para cada metro quadrado do ambiente. Assim, por exemplo, num espaço de 25 m², multiplique 600 por 25, que resultará na necessidade de instalar um aparelho de 15 mil BTUs nesse ambiente. Mas atenção: isso vale para locais cuja parte externa não fique exposta ao sol da tarde. Nesse caso, faça a conta com 800 BTUs por metro quadrado.
O gestor da EDP Adilson Herzog explica que, com o aumento das temperaturas, os aparelhos de refrigeração consomem mais energia para entregar a mesma eficiência. "No calor, geladeira, freezer e ar-condicionado, por exemplo, são aparelhos que exigem mais para rejeitar o calor do ambiente e atingir a temperatura interna programada."

3 - Refresca o ar, mas pode pesar no bolso

Um dos principais empecilhos para ter um ar-condicionado em casa é a conta de luz, que, sim, vai ficar mais cara. E um dos motivos que faz os aparelhos gastarem tanta energia é o fato de ligarem, resfriarem o ambiente até atingirem a temperatura desejada e, depois, "desligarem". Aí, quando a temperatura começa a subir de novo, eles acionam novamente, fazendo esse ciclo para manter o friozinho.
Nesse caso, há um campeão de economia. Segundo o blog da Frigelar, uma das empresas especializadas em ar-condicionado que atua em Vitória, aparelhos com a tecnologia inverter são mais eficientes, pois têm um compressor que nunca para de funcionar. Assim, a economia pode chegar a 60%. Mas, como tem uma tecnologia mais recente, o preço do aparelho é mais elevado. 
Segundo a EDP, os ventiladores de teto são a forma mais em conta para arejar um ambiente. Quando utilizados na velocidade média, podem consumir até 11 vezes menos que um ar-condicionado. "Mas, cuidado: um número excessivo de aparelhos ligados pode elevar consideravelmente sua conta", diz a nota enviada pela empresa.

4 - Também é preciso ver se a rede elétrica vai aguentar

Confira se o aparelho é 110v ou 220v e escolha um compatível com a rede elétrica da sua casa. Depois, não adianta procurar uma matéria com "dicas na hora de comprar um transformador", já que o aparelho usado para mudar a voltagem não é indicado para o ar-condicionado, devido ao risco de curto-circuito e até incêndio. 

5 - Onde instalar?

Ar-condicionado
O local onde o aparelho de ar-condicionado vai ser instalado também deve ser analisado  Crédito: Reprodução | Internet
Dependendo do aparelho escolhido, será necessário fazer uma pequena obra. Por isso, é preciso ficar atento às normas de condomínio, verificar a possibilidade de fazer furos ou aberturas na parede e até os transtornos domésticos que a intervenção pode causar. Além disso, se o ar-condicionado for o único da casa, é preciso que atenda às necessidades da família. Se o calor incomoda nos momentos em que estão reunidos na sala, lá deve ser o lugar dele. Agora, se é na hora de dormir que o geladinho faz falta, instale no quarto.
Quem vai fazer a opção pelo ventilador, também deve levar em conta o tamanho do cômodo. Um ventilador de mesa é fácil de transportar, mas é mais eficiente para poucas pessoas. Um ventilador de coluna — ou de pedestal — tem potencial para gerar mais vento. Também é portátil, mesmo que menos que os modelos de mesa, mas serve para ambientes com mais pessoas. Já a principal vantagem dos ventiladores de teto é justamente a cobertura em cômodos maiores. 

6 - Precisa aquecer?

A onda de calor é um dos motivos que levaram as pessoas a considerar um aparelho de ar-condicionado como uma das compras de fim de ano. Alguns deles, além de resfriar, também possuem a função aquecer. Se você mora em um lugar onde é quente na maior parte do ano, um aquecedor pode não ser tão necessário. Comprar um aparelho apenas com a função de resfriar pode significar economia. 
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