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Hartung: "2022 será de dificuldades, mas rumo para 2023 depende da gente"

O ex-governador do Espírito Santo participou de debate com Armínio Fraga, que já presidiu o Banco Central, sobre economia e política nacional no Vitória Summit

Vitória
Publicado em 24/11/2021 às 16h23
Paulo Hartung
O ex-governador Paulo Hartung falou sobre o cenário político e econômico do país. Crédito: Vitor Jubini

Para encerrar o ciclo de debates desta quarta-feira (24) no Vitória Summit - Encontro de Líderes 2021, promovido pela Rede Gazeta, o ex-governador Paulo Hartung e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga conversaram sobre tendências do cenário político e econômico nacional. Para Hartung, "está contratado um 2022 de muitas dificuldades, mas não está contratado um 2023 sem rumo."

A avaliação do ex-governador, que atualmente é preside a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), é de que, apesar de uma conjuntura pouco favorável, e previsões ruins para o próximo ano, as eleições presidenciais se apresentam como a alternativa mais palpável para tornar 2023 e os anos seguintes melhores do que o país tem vivenciado. "Isso depende da gente. Acho que temos capacidade, enquanto sociedade brasileira, de ajudar a dar rumo ao país", ponderou.

Hartung lembrou que, no período em que o país debatia a reforma previdenciária, encontrou apoio de parcela da população, enquanto a França, na mesma época, enfrentou resistência para aprovar mudanças nessa área. Uma demonstração, na avaliação do ex-governador, de que quando os brasileiros encontram a conversa certa, o diálogo apropriado, é possível dar um passo à frente. 

"Evidentemente damos passos atrás também, como agora, quando vemos de novo a inflação na vida das pessoas. Neste momento, precisamos enfrentar o dragão da inflação. E com isso vem uma escalada de juros que vai comprometer 2022, e se o governo eleito não gerar boa expectativa, esse problema continua em 2023", projetou. 

Para Hartung, muitos se mostram iludidos com um lampejo de melhoria de indicadores econômicos este ano, porém as previsões para 2022 não são animadoras. Ele observa que, em 2021, houve uma injeção de recursos significativa na economia, com o pagamento do auxílio emergencial, que alcançou 67 milhões de pessoas em virtude da pandemia da Covid-19, mas não é esse o cenário que se apresenta a partir de janeiro. 

O ex-governador adverte que a economia tem ciclos e, quando há um ano muito ruim, a tendência é de no outro haver crescimento. E, segundo ele, foi isso o que aconteceu no país em 2021 - uma melhoria como reflexo dos resultados bastante negativos registrados no ano passado. Para piorar o cenário, constata Hartung, o governo federal não aproveita a liquidez que o mundo oferece, mas, ao contrário, gera em cada ato, cada declaração, um enorme ambiente de desconfiança do país. "Vamos ter que colocar o cinto de segurança de novo. Não adianta dourar a pílula: vamos ter um ano de muitos desafios em 2022."

Vitória Summit – Encontro de Líderes 2021

Vitória Summit – Encontro de Líderes 2021, promovido pela Rede Gazeta
Vitória Summit – Encontro de Líderes 2021, promovido pela Rede Gazeta. Vítor Jubini
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POLARIZAÇÃO POLÍTICA

Sem dar nomes a dois dos prováveis candidatos à presidência da República em 2022 -  o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -,  Hartung tratou da polarização entorno das duas figuras políticas. Para ele, que é avesso ao termo radicalização, a condução dada até o momento é ruim para o país.

"A polarização não é boa, empobrece o debate. E nós, no caso do Brasil, precisamos enriquecer o debate. Precisamos endereçar uma reforma no país. Para discutir um programa desses, temos que sair da polarização que, no fim, é bom também para os candidatos que estão polarizando. Se não, o debate será superficial e veremos uma tragédia se aprofundando no país", opinou.

Também sem querer usar a expressão terceira via, popularizada como uma opção às prováveis candidaturas de Bolsonaro e Lula, o ex-governador sustenta que é preciso buscar um ou dois nomes que possam se apresentar como alternativa ao que está posto até agora. 

Hartung contou que recentemente, em uma palestra para um grupo que reunia grande parcela do PIB nacional, e que discutia apostar em um ou outro candidato, conclamou os empresários a pensar outras possibilidades.

"O único hedge (termo econômico para proteção) possível de fazer é criar uma ou duas alternativas relevantes no país,  que vai garantir sair da superficialidade, do olhar fragmentado sobre o país e, então, aprofundar sobre o que são nossos problemas. Se saírem dessa posição de candidato A ou B, vamos discutir como endereçar a educação básica, a modernização do SUS, a construção fiscal de médio e longo prazo", argumentou. 

CANDIDATURA PRÓPRIA

Durante o debate, Armínio Fraga, que participava por videoconferência, praticamente lançou Hartung como alternativa, mas o ex-governador assegurou que, agora, a sua atuação política é de apoio e articulação, não mais como candidato. 

"Meu ciclo (político) está muito bem resolvido. É um ciclo que se fechou. Posso continuar ajudando a vida pública e estou fazendo isso propondo o debate", garantiu. 

Questionado sobre nomes que poderiam receber sua chancela, Hartung disse que só vai "fulanizar" a partir de abril de 2022, período em que as articulações políticas já estarão consolidadas e os candidatos oficiais, apresentados. O ex-governador avalia que, se antecipar a esse processo, é prejudicial para o debate. A ambiência de 2022, pondera, ainda não está pronta e é preciso paciência para aguardar. 

Encerrado o debate, Hartung foi novamente questionado sobre o assunto, inclusive se havia sido sondado para ser candidato à presidência, mas sobre este ponto se esquivou. 

"Tenho ajudado a aproximar pessoas, por isso não me veem apoiando um candidato. Estou tentando fazer uma aproximação para que possamos ter mais alternativas no debate politico brasileiro e espero que até abril sejamos bem-sucedidos." Mesmo sobre o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, que se filiou ao Podemos recentemente, Hartung preferiu não manifestar apoio ou rejeição. 

"Tem que deixar todos se apresentarem, colocarem suas ideias, companhias, e ver como a sociedade brasileira percebe esses nomes. Se eu for nominar nessa fase agora, eu não ajudo. Eu atrapalho", concluiu o ex-governador.  Reveja o debate completo:

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