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Governo do ES estuda rodízio com indústria e serviços para aliviar comércio

Ideia é que outros segmentos possam ficar fechados por 15 dias para que lojas e shoppings voltem a funcionar, mantendo o isolamento social necessário para prevenir o coronavírus

Publicado em 02/05/2020 às 16h55
Atualizado em 03/05/2020 às 10h59
Renato Casagrande
O governador Renato Casagrande divulgou novas ações para combater o coronavírus . Crédito: Reprodução

O governo do Espírito Santo estuda fazer um rodízio com os segmentos da indústria e o setor de serviços como uma forma de diminuir os impactos gerados pelo fechamento do comércio na Grande Vitória, prorrogado até o próximo dia 10, devido à crise do novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) na tarde deste sábado (2).

“Estamos discutindo esta semana como fazer essa substituição. Se o comércio voltar a funcionar, o que poderá ser paralisado neste momento para substituir essa interação. Vamos avaliar se é possível fechar algum setor da indústria ou alguma atividade de um serviço específico. Precisamos deste debate para que o sacrifício não fique apenas com o comércio. Se puder dividir, será melhor”, destacou o governador.

Casagrande ressaltou que o debate com as federações nesse sentido começou neste sábado. Ele lembrou que a medida restritiva de manter lojas e shoppings fechados por mais uma semana foi tomada baseada na ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que atualmente está em 68%. O governador afirmou ainda que o isolamento social não consiste somente no fechamento do comércio.

“Medidas restritivas se mantêm, ao mesmo tempo que estamos avaliando essa possibilidade de substituir esse isolamento por outras atividades que hoje estão permitidas e que poderiam dar a contribuição e ficar 15 dias sem funcionar, por exemplo, para que a gente possa voltar com a atividade do comércio com regras muito mais rigorosas”, afirmou.

O governador acrescentou que é preciso criatividade, para que não se penalize apenas um setor da economia. “Começamos os debates hoje. Precisamos ver qual o número de trabalhadores da indústria e serviços, desde que não sejam os essenciais, para ver a quantidade de mão de obra e deslocamento na região metropolitana. Precisamos, neste momento, ter criatividade para manter o isolamento social para não penalizar apenas os comerciantes”, afirmou.

INDÚSTRIA LEMBRA QUE ATENDE TAMBÉM O MERCADO DA ÁSIA

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) informou, por meio de nota, que a atividade econômica integra indústria e comércio e os setores operam conjuntamente. Disse ainda que o debate sobre a retomada da atividade tem sido feito com base numa construção coletiva no Espírito Santo.

“Todos os setores estão em permanente diálogo, buscando o caminho mais equilibrado para o enfrentamento desse momento tão delicado. A indústria do Espírito Santo, além de atender o mercado local e nacional, atua também em cadeia global, conectada ao mercado internacional, abastecendo regiões que estão saindo da pandemia, como a Ásia", ponderou a entidade.

"Independentemente de decisões de empresas ou governos, o enfrentamento da pandemia depende também da atitude individual de cada cidadão: todos devem usar máscara, seguir padrões de higiene lavando as mãos com água e sabão ou álcool em gel e observar as normas de distanciamento social. E quem puder, deve ficar em casa, trabalhando à distância, observando o isolamento social e utilizando as tecnologias disponíveis e que estão se revelando muito eficientes. Esta é uma batalha que devemos enfrentar juntos”, completa a nota.

FECOMÉRCIO DIZ QUE SUGERIU O RODÍZIO

O presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, disse que a proposta de rodízio partiu da entidade.

"A sugestão que demos foi de um segmento trabalhando três dias, às segundas, quartas e sextas, e o outro às terças, quintas e sábados. Demos uma série de sugestões. Entendemos que o governador não é um dificultador, ele está convivendo com uma situação de difícil solução. O pouco tornou-se muito, é algo com que já temos que conviver. Na atual conjuntura, tudo que o governo oferecer no intuito de facultar a abrir o comércio nós aceitamos", afirmou.

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