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Comércio no ES fica fechado até domingo (10). Veja o que pode funcionar

Casagrande acrescentou que para a abertura do comércio outros serviços e indústrias podem ser paralisados por cerca de 15 dias

Publicado em 02/05/2020 às 16h18
Atualizado em 03/05/2020 às 12h20
Governador Renato Casagrande concedeu coletiva de imprensa nesta quinta (30)
Governador Renato Casagrande concedeu coletiva de imprensa nesta quinta (30). Crédito: Reprodução/Facebook

governador Renato Casagrande informou, em coletiva de imprensa na tarde deste sábado (2), que o comércio nos municípios com risco alto de contaminação continuará fechado até o próximo domingo (10) como medida de prevenção contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. 

Apesar de as portas permanecerem fechadas, será permitida a comercialização de itens considerados não essenciais nessas cidades: Alfredo Chaves, Cariacica, Fundão, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

Desta forma, os consumidores poderão ser atendidos um por vez, com horário marcado e com a porta fechada, independentemente do tamanho do local. A utilização de máscara é obrigatória para o lojista e o cliente. Outras opções são a entrega de produtos (delivery), que já estava funcionando, além da comercialização por meio do sistema de drive-thru. Veja no final do texto a lista de atividades que podem ou não funcionar no Espírito Santo

No caso dos shoppings, somente funcionará com essas duas últimas opções. Pessoas que fazem parte do grupo de risco, como grávidas e idosos, não podem voltar a trabalhar.

DECISÃO

Casagrande afirmou que a decisão foi tomada por conta do número de leitos ocupados. Até a tarde deste sábado (2), dos 266 leitos de UTI disponibilizados para tratar a doença, 183 (68,8%) já estavam ocupados. Ele ressalta que o passo em direção à abertura econômica só vai acontecer se aumentar o isolamento social e quando a porcentagem de leitos ocupados chegar a 50% do limite. 

“Precisamos ainda ampliar o isolamento social, aumentar os leitos de UTI e diminuir o percentual de leitos ocupados. Vamos avançar na segunda-feira (4) com 353 leitos de UTI, mas é preciso avançar no isolamento”, disse.

RODÍZIO COM A INDÚSTRIA 

Ele acrescentou que, para a abertura do comércio, outros serviços e indústrias podem ser paralisados por cerca de 15 dias. “Se a gente puder dividir esse sacrifício para que todos possam sair vivos dessa pandemia de médio a longo prazo, é melhor”, pontuou.

Casagrande pontuou que a decisão de manter o comércio fechado não foi somente do governo do Estado. Ocorreu o diálogo com diversos setores do Espírito Santo, como os cinco prefeitos da região metropolitana, todos os chefes de poderes e das instituições autônomas e independentes em termo orçamentário do Estado e a bancada federal.

Comércio durante a pandemia de coronavírus

Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Em Campo Grande, Cariacica, um comerciante fecha as portas da loja durante a pandemia de Coronavírus. . Vitor Jubini
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Cartaz avisa aos clientes sobre o fechamento da loja no período da pandemia. Vitor Jubini
Data: 19/03/2020 - ES - Vitória - Tiffany Center, Praia do Canto - Os efeitos do coronavírus na Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
 Na Praia do Cantos, em Vitória, o aviso de fechamento de um shopping durante a pandemia de coronavírus. . Fernando Madeira
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Aviso de fechamento na porta de uma loja em Campo Grande. Vitor Jubini
Data: 19/03/2020 - ES - Vitória - Tiffany Center, Praia do Canto - Os efeitos do coronavírus na Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
Na Praia do Canto, clientes encontram o shopping fechado. Fernando Madeira
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Vendedor usa máscara, na Avenida Expedito Garcia, em Campo  Grande. Vitor Jubini
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Muita gente começou a fazer estoque com medo da falta de abastecimento. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Os supermercados ficaram lotados. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Ver clientes usando máscaras de proteção se tornou algo comum. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Os clientes do supermercado não evitaram o distanciamento. Ricardo Medeiros
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação de bares no Triângulo das Bermudas na Praia do Canto - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
 Famoso por ser um local de encontros e muita agitação, o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, ficou vazio antes mesmo da decretação de fechamento do comércio durante a pandemia de coronavírus. . Vitor Jubini
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação na Avenida Jerônimo Monteiro, Centro da Capital - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
 Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, o movimento no comércio caiu bastante mesmo antes da decretação do fechamento do comércio durante a pandemia. . Vitor Jubini
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação na rua Chapot Prevot, Praia do Canto - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Na rua Chapot Presvot, pedaço charmoso da Praia do Canto, uma queda grande no movimento foi percebida antes da decretação do fechamento do comércio foi percebido durante a pandemia. . Vitor Jubini
Data: 17/03/2020 - ES - Vitória - Avenida Jerônimo Monteiro vazia depois da suspensão das aulas causado pelo surto de coronavìrus - Editoria: Cidades - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. . Ricardo medeiros
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 

"FRUSTRAÇÃO": COMERCIANTES LAMENTAM DECISÃO

O presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, disse que havia grande expectativa do setor de que a flexibilização da abertura do comércio a partir de segunda-feira (4) fosse anunciada neste sábado. A maior preocupação é por conta do Dia das Mães, considerada a segunda melhor data para vendas do comércio.

"Recebemos a notícia respeitosamente. Porém, você há de convir que o comércio estava numa expectativa de abrir, nem que fosse em turnos, em horários intercalados. Infelizmente, o levantamento da Secretaria da Saúde é altamente comprometedor e mostra que isso poderá ocasionar uma multiplicação enorme de óbitos", ressaltou Sepulcri.

"Estamos esperançosos porque, se os números forem mais promissores, quem sabe na quarta ou, ao menos, na quinta-feira ele nos libere para abrir em horários alternados nesses dias que antecedem a data comemorativa do Dia das Mães. Entendemos que o governador não é um dificultador, ele está convivendo com uma situação de difícil solução", complementou.

O presidente da Fecomércio diz ainda que a expectativa era de que a reabertura resultaria no retorno das vendas em um percentual de 50%, em comparação com o período pré-pandemia, na próxima semana. Já com o sistema proposto pelo governo, de delivery, drive thru, venda com hora marcada e retirada em loja, as vendas devem chegar em torno de 30% do normal.

DRIVE-THRU NO DIA DAS MÃES

Os shoppings da Grande Vitória já estão se preparando para atender os clientes em drive thru, como aconteceu no feriado da Páscoa. Para o coordenador regional da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Raphael Brotto, a a decisão do governador frustrou os comerciantes do segmento. Para ele, como os shoppings possuem ambiente mais fácil de ser controlado, é possível reabrir com segurança para lojistas e clientes.

"Neste momento, 66 shoppings estão abertos em todo o Brasil. Todos haviam fechado, mas alguns já estão retornando com medidas restritivas. Nós não queremos lotar os shoppings, nem criar tumulto. Durante a semana, trabalhamos com uma série de medidas para adequar o funcionamento, caso fosse ser liberado a abertura das lojas. Temos estrutura para fazer o controle do número de pessoas dentro do empreendimento. Quem determina a abertura é o governo, mas ficamos frustrados com a prorrogação", afirma.

"NOS PREPARAMOS PARA ABRIR NA SEGUNDA"

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL Vitória), Estanislau Amorim também lamentou a decisão do governador. Para ele, o que mais atrapalha os empresários é a expectativa que se cria para a reabertura, sem efetivar a reabertura do comércio.

"Eu me pergunto por que não anunciou isso na quinta-feira? Por que esperar até o final de semana. Temos muitos funcionários de férias e, durante essa semana, nos preparamos para abrir na segunda (4), fizeram treinamentos, prepararam as lojas, mas não se seguiu como esperamos. É uma pena, pois nosso setor, o comércio de rua, está sendo um dos mais massacrados com a pandemia. Com o Dia das Mães, as pessoas vão comprar pela internet, produtos muitas vezes de outros Estados. Pelo o que acompanhamos, mais de 10% das lojas vão ter que encerrar as atividades", desabafa.

FUNCIONAM NORMALMENTE

  • Supermercados *
  • Farmácias
  • Padarias
  • Serviços de alimentação e cuidado com animais
  • Postos de combustíveis
  • Lojas de conveniência
  • Feiras livres

* No caso de supermercados, há limitação na entrada de clientes, visando evitar aglomerações.

FUNCIONAM APENAS ATÉ 16 HORAS

  • Restaurantes
  • Lanchonetes

DELIVERY E SERVIÇOS INTERNOS

  • Delivery: fica permitido o serviço de entrega e de retirada no estabelecimento mesmo após o horário de fechamento. Autorização vale também para lojas. 
  • Serviços internos: permitido. O que não pode haver é abertura para o público.

FUNCIONAM COM RESTRIÇÕES

  • Bancos: ficam de portas fechadas. Haverá atendimento interno apenas para quem precisar sacar benefícios. Os caixas eletrônicos ficarão liberados.

NÃO PODEM ABRIR AS PORTAS

  • Comércio varejista geral
  • Bares
  • Lojas de rua

Neste sábado (2), o governador Renato Casagrande autorizou que as lojas, apesar de terem que manter as portas fechadas, possam atender consumidores um por vez, com horário marcado e com a porta fechada, independentemente do tamanho do local. A utilização de máscara é obrigatória para o lojista e o cliente. Outras opções são a entrega de produtos (delivery), que já estava funcionando, além da comercialização por meio do sistema de drive-thru.

JÁ ESTAVAM PROIBIDOS DE ABRIR

  • Shoppings centers e centros comerciais: podem abrir estabelecimentos essenciais como supermercados, farmácias e clínicas
  • Academias de ginástica
  • Boates e centros de eventos

CONTINUAM PERMITIDOS POR ENQUANTO

  • Serviços gerais - como cartórios, clínicas médicas, telecomunicações, mecânicas, serviços administrativos e Correios
  • Hotéis e pousadas
  • Indústrias

SERVIÇOS FECHADOS OU COM RESTRIÇÕES

  • Escolas: aulas suspensas, tanto na rede pública quanto privada.
  • Faça Fácil Cariacica: apenas com agendamento de horário.
  • Farmácia Cidadã: apenas com agendamento de horário.
  • Parques estaduais: fechados.
  • Procon ES: fechado para atendimento presencial. Atendimento só por plataformas on-line.
  • Ceasa: acesso proibido para idosos e portadores de doenças crônicas, sejam vendedores ou compradores.

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