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Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 16:11
Uma empresa fabricante de aviões leves de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para produzir a aeronave Sling TSI, modelo com capacidade de quatro lugares.>
O aval dado à TAF Brasil veio após o reconhecimento do modelo como Aeronave Leve Esportiva (ALE) Especial. A fábrica de Jaguaré é a décima indústria brasileira a receber o reconhecimento de ALE Especial, segundo a Anac, permitindo a comercialização e ampliação da oferta de produtos dessa categoria no país.>
"O reconhecimento autoriza a fabricação da aeronave no país e posiciona o Espírito Santo entre os poucos polos industriais no mundo capazes de produzir aeronaves dessa classe, resultado direto da evolução regulatória conduzida pela Anac e da maturidade técnica do projeto desenvolvido no Estado", afirma José Braz, CEO da TAF Brasil.>
A TAF Brasil já planeja expandir seu portfólio. Com essa etapa concluída, a fábrica inicia agora a preparação da documentação para submissão à Anac de um novo modelo, o Sling HW (High Wing). A aeronave de quatro lugares e asa alta dará continuidade à estratégia de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial no Estado.>
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O processo de reconhecimento envolveu verificação documental, visitas técnicas à fabricante e vistorias na aeronave, assegurando que todas as análises e os ensaios exigidos pelas normas consensuais fossem atendidos, mantendo os padrões internacionais de segurança operacional.
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O grande diferencial do Sling TSi é sua capacidade para quatro lugares, sendo apenas o segundo modelo ALE Especial no mundo a apresentar essa característica e atender integralmente às normas consensuais da categoria. >
Esse marco foi impulsionado por uma mudança regulatória da Anac em julho de 2022, que passou a permitir que aviões com até quatro assentos e peso máximo de decolagem (PMD) de até 1.361 quilos utilizem normas simplificadas, reduzindo custos de projeto sem abrir mão da segurança operacional.>
Para o Estado, o avanço representa um salto tecnológico e industrial, inserindo o Espírito Santo em um setor de alto valor agregado e engenharia avançada. A expectativa é que a produção fortaleça a cadeia produtiva regional e qualifique a mão de obra local.>
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