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Benefício não chegou

Com coronavírus, músico fica sem auxílio mesmo com decisão da Justiça

William teve a ajuda de R$ 600 negada pelo governo porque o sistema aponta que ele exerce cargo eletivo e tem trabalho com carteira assinada; ele conseguiu comprovar erro na Justiça

Publicado em 25 de Junho de 2020 às 17:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jun 2020 às 17:48
William Santana Bezerra, 43 anos, músico que teve auxílio emergencial negado
William Santana Bezerra, 43 anos, músico que teve auxílio emergencial negado Crédito: Acervo pessoal / William Santana Bezerra
Milhões de trabalhadores informais e desempregados têm direito ao auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal, mas nem todos conseguem receber o benefício por algum erro na análise do pedido. É o caso do músico William Santana Bezerra, 43 anos, que teve o pedido negado porque o sistema apontou que ele exerce cargo eletivo e tem trabalho com carteira assinada.
O músico conseguiu comprovar o erro na Justiça e ainda assim não conseguir ter acesso ao dinheiro. Para piorar ainda mais a situação, Will, como é conhecido, ainda foi contaminado pelo novo coronavírus. Apesar da decisão judicial, ele não conseguiu receber o benefício.
Além de músico, ele também trabalha como motorista de aplicativo e está sem atividade remunerada formal desde meados de 2019. Sem o auxílio e sem poder trabalhar, William conta com ajuda de familiares e amigos.
“Fui candidato a vereador em 2015, mas não fui eleito. Além disso, deixei de trabalhar com carteira assinada em setembro do ano passado e passei a atuar como autônomo. Como perdi minha renda, entrei com pedido para receber o auxílio emergencial em abril e, por um erro no sistema, tive a solicitação recusada. Entrei na Justiça contra a Caixa e a Dataprev para garantir o meu direito, o juiz emitiu uma ordem de pagamento que vence hoje, mas a decisão ainda não foi cumprida”, afirma.
William foi até uma agência da Caixa Econômica Federal nesta quinta-feira (25), mas foi informado que o auxílio não estava disponível.
Ele relata ainda que foi diversas vezes na Caixa de Jardim Camburi, em Vitória, e que o pagamento não foi liberado, mesmo com ordem judicial.
“A Caixa apenas informa que é a fonte pagadora e não pode fazer nada. Consegui comprovar tudo e ainda não tive meu direito atendido. Adquiri o Covid, estou sem poder trabalhar e sem dinheiro para me tratar. Minha família e amigos me ajudam como podem. A situação é muito constrangedora. Vou procurar o advogado novamente para saber o que pode ser feito”, desabafa.
A Caixa e a Dataprev foram procuradas, mas ainda não responderam. Quando responderem, essa matéria será atualizada.

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