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Bares e restaurantes vão dar férias coletivas e antecipar folgas no ES

Acordo de trabalho coletivo assinado entre sindicatos na quinta-feira (18) prevê medidas emergenciais para preservar empregos no setor até o fim da quarentena no Estado

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 20/03/2021 às 13h09
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação de bares no Triângulo das Bermudas na Praia do Canto - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Bares e restaurantes vazios na Praia do Canto, em Vitória. Crédito: Vitor Jubini/Arquivo

Donos de bares, restaurantes e lanchonetes no Espírito Santo vão poder conceder férias coletivas ou antecipar folgas de trabalhadores  por meio de um banco de horas negativo. As medidas podem ser adotadas durante a vigência das medidas de restrição e da quarentena no Espírito Santo, até o dia 31 de março.

As opções constam em um acordo coletivo de trabalho assinado na quinta-feira (18) entre o Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares (Sindbares) e o sindicado de trabalhadores do setor, o Sintrahotéis. O documento tem caráter emergencial, mantendo a convenção coletiva do setor, mas criando essas possibilidades para o período de quarentena visando à preservação de empregos.

Segundo o presidente do Sindbares, Rodrigo Vervloet, o objetivo é ajudar os comerciantes diante da necessidade de suspensão do atendimento presencial. Ele citou, por exemplo, que neste ano não há a possibilidade de suspender contratos de trabalho ou reduzir jornadas e salários, como o governo federal permitiu em 2020, e por isso essas opções são necessárias para evitar demissões.

"O acordo trata de dois assuntos principais. O primeiro é a possibilidade de ter o banco de horas negativo, que o funcionário vai gozar do descanso antes e depois vai trabalhar para compensar futuramente essas folgas, trabalhando até 2h por dia a mais", explicou.

A compensação, segundo o documento, deverá ser feita em até 120 dias. Ser o prazo for ultrapassado e a compensação não for feita, o saldo de horas negativo existente será descontado pelas empresas.

A outra opção é a concessão de férias. "O empregador vai poder optar por dar férias coletivas ou individuais sem precisar ter as exigências legais como o período aquisitivo de férias completo".

As empresas também poderão fazer o pagamento das férias até o quinto dia útil do mês seguinte. O salário correspondente aos dias não trabalhados também poderá ser pago junto das férias, no mês subsequente da concessão do benefício.

O acordo vale estabelecimentos de fastfood, bares, restaurantes, lanchonetes, churrascarias, pizzarias e similares localizados em 49 cidades capixabas, incluindo as Grande Vitória. Os únicos municípios que ficaram de fora são os da região Sul do Estado. 

Rodrigo Vervloet, do Sindbares, e Odeildo Ribeiro, do Sintrahotéis, assinaram acordo coletivo do setor nesta quinta-feira (18)
Rodrigo Vervloet, do Sindbares, e Odeildo Ribeiro, do Sintrahotéis, assinaram acordo coletivo do setor na quinta-feira (18). Crédito: Divulgação

O presidente do Sintrahotéis, Odeildo Ribeiro, explicou que essa é uma medida excepcional e que precisa da anuência do trabalhador, que deve comunicar ao sindicato o acordo. "Foi necessário para garantir empregos sem prejuízo aos direitos dos trabalhadores".

O sindicato, que também representa os trabalhadores da hotelaria, explicou que as medidas não são válidas para empresas do setor de hospedagem e que, até o momento, não foi procurado pelo sindicato patronal (Sindihotéis) para nenhuma negociação do tipo.

Acordo coletivo de trabalho excepcional - Bares e restaurantes

Veja o documento complexo assinado na quinta-feira (18/03)

PEDIDO DE SOCORRO AOS GOVERNOS

Rodrigo Vervloet, presidente do Sindbares, cobrou medidas de socorro ao setor por parte dos governos federal, estadual e municipal. "Estamos aguardando medidas que efetivamente nos deem algum suporte para ver se vemos alguma luz no fim do túnel". 

Ele citou, por exemplo, a possibilidade de suspensão de contratos e de corte de jornada, que vem sendo desenhada pelo governo federal. "Se isso voltar vai ajudar bastante. A gente precisa de medidas de ajuda de todos os governos agora".

Vervloet chamou a atenção para a situação dos empresários de bares de restaurantes, um dos segmentos mais prejudicados pela pandemia. "É um setor muito debilitado, porque foi um dos que mais teve restrições, e porque é formado por micro e pequenas empresas. A sociedade mais uma vez pede para fazermos esse sacrifício, que nós vamos fazer, mas precisamos de ajuda".

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