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ArcelorMittal prevê investir US$ 2 bilhões no ES para ampliar produção

Companhia planeja instalar uma nova planta na unidade de Tubarão para produção de bobinas laminadas a frio. Expansão deve atrair novos investimentos e gerar empregos

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 24/11/2021 às 19h37
Presidente do Conselho de Administração da ArcelorMittal, Benjamin Baptista Filho, durante o evento Vitória Summit. Crédito: Vitor Jubini
Presidente do Conselho de Administração da ArcelorMittal, Benjamin Baptista Filho, durante o evento Vitória Summit. Crédito: Vitor Jubini

Com objetivo de ampliar a capacidade de produção de aço, a ArcelorMittal planeja investir cerca de US$ 2 bilhões na unidade de Tubarão, no Espírito Santo.

O investimento vai ser feito até 2030, conforme explicou o presidente do Conselho de Administração da companhia, Benjamin Baptista Filho, em entrevista ao Papo de Colunista especial, realizado dentro do Vitória Summit nesta quarta-feira (24). 

A ideia é aumentar a produção de bobinas a quente, construindo um segundo laminador, e, então, instalar um laminador a frio, que produz chapas, tiras e folhas de aço com melhores tolerâncias dimensionais e microestrutura mais refinada.

"Estimo que até 2030 a gente já tenha condição de ter a primeira linha de galvanização, um investimento na faixa de US$ 2 bilhões para cima. Vamos trazer esse tipo de laminado que já temos em Vega, em Santa Catarina, para o Espírito Santo", explicou Benjamin.

A nova linha de produtos (chapas e bobinas laminadas a frio e galvanizadas, que são anticorrosão) deve ser destinada ao mercado interno, para produção de eletrodomésticos e carros, já saindo acabado da planta de Tubarão para ser comercializada.

Atualmente, a matéria-prima (bobinas laminadas a quente) produzida em território capixaba é embarcada no porto e viaja até São Francisco do Sul, em Santa Catarina, para depois ser finalizada.

A expectativa, segundo Benjamin, é que o mercado de aço continue crescendo ao longo dos anos e esteja consolidado até 2027. Atualmente, a ArcelorMittal já conduz estudos da implementação dessa nova linha de produção. 

"Estamos terminando os projetos básicos, tudo isso precisa de energia, análise de solo. Isso é um projeto que vamos estar analisando um a um, mas a ideia básica já aprovamos dentro do grupo para tocar em frente", destacou Benjamin. 

Benjamin Baptista Filho

Presidente do Conselho de Administração da ArcelorMittal

"O timing disso vai depender da recuperação do mercado, do crescimento do mercado de aço. A nossa previsão é que esse crescimento vai estar consolidado em 2026, 2027. Um projeto desse demora, são 3, 4 anos para implantar"

A ampliação da produção em Tubarão deve atrair mais investimentos para o Estado e consequentemente geração de emprego, principalmente em indústrias que são grandes consumidoras de aço laminado a frio. 

"À medida que a gente coloca laminado a frio e chapa galvanizada no Espírito Santo, você vai ter um incentivo para atrair as indústrias que usam esse tipo de material aqui: indústria automotiva, de tubos, de botijão, de móveis metálicos, tem uma infinidade de consumidores que hoje não estão no Estado, e isso é um ativo para poder trazer. Há um potencial muito substancial de atrair novos investimentos para cá e gerar emprego. É uma grande transformação."

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