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Volta às aulas: o que levar na mochila para evitar contaminação por Covid

As atividades escolares presenciais ou híbridas começam a ser retomadas em algumas escolas do Estado a partir de 1° de fevereiro

Vitória
Publicado em 30/01/2021 às 20h03
Atualizado em 31/01/2021 às 12h15
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Alunos deverão se adaptar às novas medidas sanitárias nas escolas do ES. Crédito: Freepik

Lápis, borracha, livro, caderno e lanche são itens que os estudantes estão acostumados ter na mochila da escola. Mas, com o retorno das aulas presenciais em meio à pandemia do novo coronavírus, essa lista ganhou novos acessórios imprescindíveis: as máscaras de proteção facial e os frascos de álcool 70%.

O retorno das atividades escolares no Espírito Santo está previsto para a próxima segunda-feira (01) nas escolas particulares. Na rede pública, os municípios terão autonomia para escolherem o formato e a data de início das aulas, que será entre o dia 03 de fevereiro até  1º de março. A partir daí, todas as escolas do Estado deverão ter atividades presenciais, mesmo que por meio do modelo híbrido de ensino.

Para funcionar, as escolas, tanto públicas quanto privadas, precisarão adotar medidas sanitárias de proteção contra a transmissão da Covid-19, como garantir o distanciamento entre os estudantes e disponibilizar álcool gel nas unidades. Mas os especialistas reforçam que pais também precisam orientar os filhos sobre cuidados os necessários, além de incluir itens de segurança nos objetos de uso pessoal.

ÁLCOOL

Os cuidados são diferentes de acordo com a faixa etária dos estudantes. Para o doutor em Infectologia e professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Crispim Cerutti Junior, crianças de até sete anos não devem carregar consigo frascos de álcool em gel ou líquido, mas isso não quer dizer que elas não devam utilizá-lo.

"Desde o começo, temos recomendado que as pessoas que circulam fora do ambiente domiciliar tenham um frasquinho de álcool junto delas. A gente espera que as escolas tenham álcool, mas é bom que o aluno tenha sua reserva. Crianças muito pequenas, de pré-escola, abaixo dos sete anos, não devem carregar esses frascos, pois podem acabar derramando em áreas de mucosas. Nesses casos, a higienização deve ser supervisionada. A partir dos 7 anos, as crianças já podem ter essa autonomia de usar o álcool para higiene, sendo orientadas", disse Crispim.

MÁSCARA

O infectologista lembrou também da obrigatoriedade do uso de máscara constantemente, sobretudo, no ambiente escolar. Ele ressaltou, porém, que a máscara deve ser trocada, em média, a cada duas horas de uso e, por isso, os estudantes devem sempre lembrar de levar máscaras reservas. 

"A máscara não deve ser utilizada por mais que duas horas seguidas, então é importante que a criança tenha uma máscara reserva, que deve ficar em um envelope, como em sacos herméticos ou em saquinhos de plástico normal de rolo. Se tiverem jornada de tempo integral, devem levar pelo menos mais duas máscaras para troca nos períodos intermediários", completou. 

O cuidado deve ser redobrado ao precisar tirar a máscara rapidamente para comer ou beber água, por exemplo. As crianças devem lembrar de colocar as máscaras também no saco plástico, para evitar contato com superfícies contaminadas. 

GARRAFINHA

Além de máscaras reservas, é importante incluir nas mochilas garrafinhas ou copo de uso individual. Ao beber água, o aluno nunca deve colocar a boca diretamente no bebedouro. O ideal é higienizar as mãos antes de manipular a garrafinha ou copo e encher com água sem encostar o recipiente no bebedouro.

LANCHES

É importante orientar as crianças a não compartilhar lanches com os coleguinhas. Preferencialmente, a comida deve ser preparada em casa e levada para a escola já higienizada e bem embalada, para evitar contaminação. Antes de comer e tocar nos alimentos, é imprescindível lavar as mãos. 

MATERIAL ESCOLAR 

Vale conferir diariamente se todos os materiais escolares necessários, como lápis, caneta, borracha, estão no estojo. Já que o compartilhamento de objetos entre os alunos deve ser evitado. 

CONTATO

Interações entre crianças e adolescentes são saudáveis, mas é importante orientá-los para manter uma distância de pelo menos 1,5 metro quando estiverem conversando, evitando contato físico. 

Cabe aos professores também procurar impedir  brincadeiras com contato excessivo entre as crianças menores. "Para crianças muito pequenas, fazer o controle é difícil, por isso, o ideal é ter turmas pequenas, para maior vigilância dos adultos. Mas crianças acima de seis anos podem ser bem instruídas pelos pais e professores a manterem distanciamento físico dos colegas", pontuou Crispim.

O infectologista reitera que quatro pontos são principais para a proteção das crianças na volta as aulas: distanciamento social, higienização constante das mãos, uso das máscaras de proteção, além de evitar tocar o rosto. "Essas medidas já diminuem as chances de transmissão do vírus", destaca. 

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