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Varíola dos macacos: sobe para 5 o número de casos confirmados no ES

Com as novas confirmações, o Estado tem 47 casos notificados: 12 foram descartados e 30 estão em investigação pela Secretaria de Saúde

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 04/08/2022 às 16h56
Varíola dos macacos: ES investiga caso
Varíola dos macacos: ES tem 5 casos confirmados da doença. Crédito: Freepik

Espírito Santo tem 3 novos casos confirmados de varíola dos macacos, chegando a 5 confirmações da doença. Os números foram atualizados em boletim da Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (4). Com as novas confirmações, o Estado tem 47 casos notificados: 12 foram descartados, entre eles o de uma criança de 7 anos de Cachoeiro de Itapemirim. Trinta casos ainda são considerados suspeitos e estão em investigação.

De acordo com o boletim, dos 5 casos confirmados no Estado, todos são homens. Os pacientes são moradores de Guarapari (1), Vila Velha (2) e Vitória (2). Todos que tiveram ou ainda estão com a doença têm entre 20 e 49 anos de idade.

Os sintomas mais comuns entre os casos confirmados no Espírito Santo, são, na ordem: 

  • Erupção cutânea
  • Febre súbita
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Adenomegalia (aumento dos linfonodos do pescoço)
  • Astenia (sensação de fraqueza)
  • Suor/calafrios
  • Dor de garganta

Boletim varíola dos macacos - 04 de agosto

A Secretaria de Estado da Saúde atualizou os números da doença. São 5 casos confirmados e 30 considerados suspeitos

CONHEÇA OS PRINCIAIS SINTOMAS DA VARÍOLA

De forma geral, o paciente apresenta:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Mal-estar
  • Inflamação dos gânglios linfáticos
  • Lesões no corpo

Mas os casos atuais manifestam algumas particularidades, como lesões mais sutis ou específicas nas regiões genital e anal. Segundo especialistas, o cenário pode dificultar o diagnóstico da monkeypox.

COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA?

A disseminação da doença ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões na pele. No surto atual, o contato com as lesões durante o sexo é apontada como a principal forma de transmissão.

Além do contato direto, compartilhar objetos e roupas com a pessoa infectada pode causar a transmissão. Também é possível contrair a doença por meio de gotículas, como espirro e tosse.

COMO SE PROTEGER?

Considerando a principal forma de transmissão, a orientação é evitar contato próximo com pessoas que apresentam as lesões comuns da varíola dos macacos. No caso das relações sexuais, as lesões do paciente podem não estar cobertas pela camisinha, o que representa um risco. Por isso, outra forma de impedir a transmissão é evitar as relações sexuais. A recomendação de especialistas é evitar contato com desconhecidos.

A transmissão também acontece em ambiente domiciliar, com compartilhamento de roupas, por exemplo. Em caso de sintomas, é indicado que a pessoa se isole e pare de compartilhar objetos.

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