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Monkeypox

ES confirma varíola dos macacos em dois moradores da Grande Vitória

Dois casos são de homens com idade entre 30 e 49 anos, que viajaram a São Paulo; eles já estão curados, após o período de isolamento

Publicado em 14 de Julho de 2022 às 18:13

Alberto Borém

Publicado em 

14 jul 2022 às 18:13
O Espírito Santo confirmou os dois primeiros casos de varíola dos macacos. A informação foi divulgada no fim da tarde desta quinta-feira (14) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), que recebeu o diagnóstico positivo. A investigação dos casos havia sido divulgada em coletiva de imprensa na última terça-feira (12).
Os dois pacientes são homens com idades entre 30 e 49 anos, que moram na Grande Vitória. Ambos têm histórico de viagem recente a São Paulo – o Estado que concentra a grande maioria das confirmações da doença no Brasil, até o momento.
Apesar das confirmações, a Sesa informou que os dois pacientes já estão curados. "O período de isolamento desses dois pacientes já encerrou e ambos estão curados, não trazendo riscos à população", ressaltou, em nota.

CINCO CASOS FORAM INVESTIGADOS

Os dois primeiros casos foram confirmados quase um mês após a primeira apuração da doença no Estado. Foram cinco suspeitas investigadas até o momento, sendo que três foram descartadas.
Desde então, outros dois casos já foram investigados. Ambos eram em homens adultos com histórico de viagem internacional, mas os testes feitos também descartaram a Monkeypox.

DOENÇA NÃO É NOVA: SINTOMAS E TRANSMISSÃO

Apesar de ter tomado os noticiários recentemente, a varíola dos macacos foi descoberta na década de 1950, após dois surtos em colônias desses animais, que eram mantidos para pesquisas. Já o primeiro caso humano foi registrado na década de 1970, no Congo, país africano.
De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas costumam durar entre duas e três semanas, consistindo em: febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções cutâneas, geralmente no rosto, na palma das mãos e na sola dos pés.
De maneira geral, são duas as variantes principais da doença. A mais grave delas, conhecida como "cepa do Congo", pode chegar a 10% de mortalidade. Já a outra, denominada popularmente de "cepa da África Ocidental", tem uma taxa de letalidade bem menor, próxima de 1%.
O vírus causador pode ser transmitido por meio do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, além de objetos compartilhados. Por isso, a Anvisa sugeriu que os brasileiros usem máscaras, reforcem a higienização e façam o distanciamento social para evitar a transmissão.
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