Vacinação contra a Covid-19 no ES não deve começar na próxima semana

Secretário da Saúde aponta que, depois da autorização da Anvisa, ainda serão necessários mais alguns dias para que o governo federal partilhe as doses a serem encaminhadas aos Estados

Vitória
Publicado em 16/01/2021 às 15h50
Atualizado em 16/01/2021 às 15h50
Nésio Fernandes fala sobre eficácia de 50,38% da Coronavac
Nésio Fernandes é secretário de Estado da Saúde. Crédito: SESA | Adriana Toffetti/A7Press/Folhapress

A vacinação no Espírito Santo não deve começar na próxima semana. Isso porque é preciso primeiro que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere o uso das fórmulas produzidas pelos laboratórios, o que ainda não ocorreu.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, depois da autorização do órgão regulador ainda serão necessários mais alguns dias para que o governo federal partilhe as doses a serem encaminhadas aos Estados.

Em coletiva de imprensa na manhã deste sábado (16), Nésio lembrou que algumas dessas vacinas estão sendo produzidas no Brasil. Ele destacou ainda que o Estado já tem seringas e agulhas suficientes para aplicar duas doses na parcela da população capixaba que precisa ser imunizada, cerca de 3 milhões de pessoas. Atualmente, o Estado já tem, em mãos, quase 4 milhões desses kits descartáveis, sendo que está prevista a chegada de mais 4,5 milhões.

Nésio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"No entanto, o Brasil inteiro aguarda o calendário do Ministério da Saúde, o calendário de chegada das doses para os Estados. Nós já temos algumas produzidas no país, pelo Instituto Butantan, em São Paulo, que estão disponíveis. Esperamos que na próxima semana exista um acordo por parte do Estado de São Paulo e do Ministério da Saúde para que essas 6 milhões de doses sejam distribuídas de forma igualitária entre os Estados"

O secretário da Saúde ainda destacou que agora os esforços devem ser concentrados na vacina. Segundo Nésio, o governo federal apresentou um plano de vacinação flutuante.

"Ontem (15), tivemos uma reunião com o Ministério da Justiça e com o Centro de Operações Integradas, responsável pela distribuição das vacinas. Ainda não foi apresentada uma data, um calendário, para a aplicação das doses. Porém, acreditamos que na segunda-feira (18), com a aprovação da vacina da Oxford e da Coronavac, já teremos vacinas para serem distribuídas no país", afirmou.

Ele ressalta ainda que as vacinas são em quantidades pequenas e que a vacinação em massa de toda a população adulta do país deve levar pelo menos seis meses. Até lá, é preciso que as pessoas continuem se prevenindo. "De fato, o país pode ter novas frustrações na expectativa de aplicação célere e oportuna, se os calendários anunciados não se materializarem".

"Há um atraso na produção da vacina por parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Oxford. As 15 milhões de doses anunciadas [pelo governo federal] para janeiro e as 15 milhões para fevereiro não existem. Não existe previsão de produção por parte da Fiocruz, e haverá uma reprogramação da produção que deve ser revista nesta semana", complementou.

Atualmente algumas fórmulas de vacina estão sendo avaliadas pela Anvisa. Entre elas estão:

  • Oxford/AstraZeneca: produzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com o laboratório AstraZeneca. Ela será produzida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Ela também está sendo produzida pelo laboratório indiano Serum.
  • CoronaVac: vem sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceira com o laboratório chinês Sinovac Biotech.
  • Laboratório Moderna: fabricada pela Moderna e pode ser distribuída no Brasil por meio da Aliança Covax - consórcio firmado junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), do qual o Brasil faz parte.
  • Sputnik V: vacina desenvolvida pelo laboratório Nikolay Gamaleya, em São Petersburgo, na Rússia, e será produzida em uma planta da empresa União Química, em Brasília.

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