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Nésio Fernandes

Secretário do ES: 'Normal de antes não será possível nos próximos 12, 18 meses'

O titular da Saúde citou a falta de vacina contra o coronavírus e a incerteza se há imunidade para quem já pegou a doença como fatores que vão justificar a necessidade de manutenção das medidas de distanciamento

Publicado em 07 de Maio de 2020 às 08:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 mai 2020 às 08:12
Secretário Nésio Fernandes
Secretário Nésio Fernandes Crédito: Reprodução
secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, afirmou na noite desta quarta-feira (6), durante uma transmissão no Instagram feita por uma faculdade particular de Vitória, que não será possível retomar a normalidade de antes da pandemia de coronavírus em um período que se estende de 12 a 18 meses.
Nésio citou a falta de vacina contra o coronavírus e a incerteza se há imunidade para quem já pegou a doença como fatores que vão justificar a necessidade de manutenção das medidas de distanciamento social, mesmo que o comércio e outras atividades sejam retomadas.
"O governador (Renato Casagrande) usa uma expressão que eu gosto de repetir: precisamos inventar, desenvolver e criar. E entender que vamos viver um 'novo normal'. O normal de antes não será possível nos próximos 12, 18 meses. Não será possível, estamos dizendo isso de forma clara. (...) Não vamos daqui para frente tratar uma síndrome gripal como tratávamos há dois anos. Não sabemos se a imunidade de quem já pegou a doença é absoluta ou relativa", declarou o secretário durante a conversa transmitida pela rede social.
Normal de antes não será possível nos próximos 12, 18 meses
O secretário estadual destacou que as empresas terão que se adaptar a essa "nova normalidade", mesmo que as atividades presenciais sejam retomadas, aos poucos, no Espírito Santo, incorporando cada vez mais a tecnologia à rotina de trabalho. "Estamos sendo obrigados a incorporar a tecnologia a esse novo normal, que vai ser preciso ser feito com uma força ainda maior daqui pra frente. As atividades que possam ser feitas à distância precisam ser feitas à distância, com home office. Precisa reduzir a carga do transporte coletivo, mesmo restabelecendo um novo normal", disse.

RODÍZIO ENTRE ALUNOS

As discussões sobre esse "novo normal" se aprofundam em outras áreas. O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, avalia um esquema de rodízio entre grupos de alunos no retorno às aulas presenciais, que ainda não tem data prevista para acontecer. No Espírito Santo, as escolas estão fechadas desde a segunda quinzena de março, como uma das medidas de combate ao novo coronavírus.
Em uma transmissão ao vivo no Instagram nesta terça-feira (5), Vitor de Angelo pontuou que essa volta às aulas presenciais é "mais complexa", porque alunos e professores estarão diante de uma "nova normalidade".

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