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Secretaria de Saúde esclarece sobre vacinação de professores no ES

De acordo com a Sesa, o Estado continuará seguindo o Plano Nacional de Vacinação. Deste modo, a classe dos professores, neste primeiro momento, não está incluída no grupo prioritário

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 01/03/2021 às 20h37
 A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral. Hoje serão vacinados os idosos com 82 anos.
Secretaria de Saúde esclarece sobre vacinação de professores no ES. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) nesta segunda-feira (01), informando que a categoria dos professores entraria no grupo prioritário para a imunização contra a Covid-19, levantou dúvidas sobre como estes trabalhadores seriam inseridos no plano de vacinação já em vigor.

A informação trazida hoje (01) pelo Sindiupes, de que o grupo profissional entraria como prioritário, já havia sido divulgada pelo governo do Estado, mas na condição de que fosse feita compra de vacinas diretamente de laboratórios, de forma autônoma ao governo federal, o que ainda não ocorreu. A disseminação da informação pelo sindicato nesta segunda, no entanto, acendeu a discussão de quando e como a categoria dos professores seria imunizada.

Nesta noite, a reportagem procurou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para esclarecimentos sobre o assunto, e o que foi ressaltado foi justamente a informação que já era oficial anteriormente. De acordo com a Sesa, o Estado continuará seguindo o Plano Nacional de Vacinação. Deste modo, a classe dos professores, neste primeiro momento, não está incluída no grupo prioritário. No entanto, caso o Espírito Santo consiga adquirir vacinas diretamente com os laboratórios, a intenção é contemplar professores e profissionais da segurança pública.

Também a Assembleia Legislativa (Ales) se manifestou no site oficial, com informação que confirma a previsão da Sesa. De acordo com o deputado Bruno Lamas (PSB), presidente da Comissão de Educação, em informação dada durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (01), os profissionais da educação serão priorizados na vacinação contra a Covid-19 assim que o governo do Estado conseguir comprar o imunizante diretamente dos laboratórios.

O parlamentar acrescentou que “os profissionais de educação serão prioridade e priorizados no momento da chegada da vacina”. Bruno Lamas afirmou ainda que as chances de o ES comprar as vacinas são “enormes” porque o Estado faz parte de um consórcio com outras unidades da federação. “Amanhã o governador vai fazer o anúncio”, disse em reunião.

Durante a audiência, os representantes do Sindiupes relataram a falta de segurança que os professores sentem com o retorno das aulas presenciais, e a diretora do sindicato Noêmia Simonassi cobrou a aprovação de um projeto de lei em tramitação na Ales que inclui a categoria como prioridade na vacinação.

PREVISÃO ANTERIOR

No final do mês de janeiro, o secretário da Educação do Estado do Espírito Santo, Vitor de Angelo, afirmou durante uma coletiva de imprensa realizada no dia 28, que a dinâmica de vacinação no Brasil aponta para uma tendência de que ainda iria demorar alguns meses para os professores serem vacinados contra a Covid-19. De acordo com ele, a imunização da categoria talvez acontecesse somente no segundo semestre deste ano.

De Angelo destacou que Estados e Municípios seguem o Plano Nacional de Imunização, que é definido pelo governo federal. O secretário da Educação do Estado apontou que esse plano coloca os professores como grupo prioritário, mas os últimos desse grupo.

Segundo De Angelo, à ocasião, o governo do Estado tenta antecipar a vacinação dos educadores. "Nós não temos toda a liberdade de fazer as escolhas e é por essa razão que o plano nacional de imunização prevê o professor como grupo prioritário, mas é o último dos grupos prioritários", apontou.

Antes mesmo, o próprio governador Renato Casagrande já afirmava que o Estado negocia com laboratórios para comprar vacinas complementares e antecipar a vacinação de professores e policiais.

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