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Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 18:41
- Atualizado há uma hora
Três semanas após o incêndio que destruiu a fábrica do frigorífico Saboratta, na Serra, moradores e trabalhadores de Jardim Limoeiro e região ainda se queixam sobre o mau cheiro insuportável decorrente da decomposição de carnes e outros produtos armazenados na unidade. >
Leonardo Trancoso, que trabalha no bairro, descreveu o fedor como insuportável. "Hoje (sexta) à tarde estava demais. Difícil mesmo de suportar. E só vai ficando pior com o passar dos dias", contou.>
Morador de um condomínio ao lado do frigorífico, Romário Oliveira Santos se queixou, inclusive, da presença de insetos e outros animais atraídos pelos materiais presentes no interior da fábrica.>
“A gente está com esse problema desde o incêndio. Tem bastante bicho no local e a cada dia que passa o cheiro de carne podre aumenta. Quando o sol está a pino, fica muito pior. De manhã até à noite, é muito, muito forte. A gente tem que sair de casa para não ficar sentindo esse cheiro ou então ficar com as janelas fechadas.”>
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Veriane Senna, que também reside nos arredores, relatou que, há dias em que a catinga é sentida até em outros bairros, como São Diogo e Novo Horizonte. "E está insuportável de mosca. Fora a dor de cabeça que dá", relata.>
Durante uma ação conjunta da Prefeitura da Serra, com participação das fiscalizações de Posturas, de Meio Ambiente, da Vigilância Sanitária e da Defesa Civil, foi confirmada a presença de grande quantidade de alimentos armazenados de forma inadequada, o que, além do mau odor, representa risco iminente para o surgimento de roedores e infestação de pragas urbanas.>
Diante da situação, a empresa foi notificada, em 27 de janeiro, para que tomasse as providências necessárias para solucionar o problema. >
Já o frigorífico, pediu compreensão da comunidade, diante do incêndio que destruiu a fábrica, e informou que a limpeza foi iniciada no dia 29 de janeiro e segue de forma ininterrupta desde então, porém, destacou que ainda não há prazo para conclusão do serviço.>
“A Saboratta mantém ações diárias de limpeza no local, em conjunto com a empresa contratada, com o objetivo de reduzir os transtornos causados pelo odor aos moradores do entorno. As equipes seguem atuando de forma contínua.”>
A empresa reforçou que estão sendo adotadas todas as medidas possíveis para a completa resolução da situação. Em paralelo, informou que vem atuando para mitigar os impactos dos prejuízos sofridos, que resultaram na perda de milhões de reais em mercadorias, matéria-prima e estrutura. >
O parque industrial da Saboratta encontra-se totalmente paralisado, sem operações em funcionamento. Por conta disso, o quadro de colaboradores também foi impactado e o frigorífico também apontou, sem dar detalhes, que trabalha nessa questão.>
Embora a própria Saboratta não dê prazos, a Prefeitura da Serra, que vem acompanhando e monitorando a situação, informou que o processo de limpeza está previsto para ser concluído até a próxima segunda-feira (9).>
Ainda de acordo com nota enviada, após a notificação no dia 27, orientações e exigências foram reforçadas junto aos responsáveis pelo frigorífico, cobrando a adoção imediata das medidas para reduzir o impacto do odor e garantir a adequada destinação dos resíduos.>
“Atualmente, equipes de empresas especializadas em limpeza seguem atuando no local e o serviço já se encontra em estágio avançado, com frentes de trabalho concentradas na parte superior da estrutura. Foi verificado que, com a retirada de escombros, o odor acabou ficando mais evidente, porém a previsão é de que todo o material remanescente seja totalmente removido até a próxima segunda-feira (09).>
Uma nova vistoria no local já está agendada para a próxima segunda (9), para averiguação e monitoramento da situação.>
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