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Quase um mês após incêndio em frigorífico, moradores se queixam de mau cheiro na Serra

Quase um mês após incêndio em frigorífico, moradores se queixam de mau cheiro na Serra

Fábrica da Saboratta foi atingida pelas chamas no dia 15 de janeiro. Além do odor desagradável, pessoas no entorto relatam a presença de animais e insetos; empresa alega que a limpeza já foi iniciada e pede compreensão

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 18:41

 - Atualizado há uma hora

O fogo começou na tarde de quinta-feira (15).

Três semanas após o incêndio que destruiu a fábrica do frigorífico Saboratta, na Serra, moradores e trabalhadores de Jardim Limoeiro e região ainda se queixam sobre o mau cheiro insuportável decorrente da decomposição de carnes e outros produtos armazenados na unidade.

Leonardo Trancoso, que trabalha no bairro, descreveu o fedor como insuportável. "Hoje (sexta) à tarde estava demais. Difícil mesmo de suportar. E só vai ficando pior com o passar dos dias", contou.

Morador de um condomínio ao lado do frigorífico, Romário Oliveira Santos se queixou, inclusive, da presença de insetos e outros animais atraídos pelos materiais presentes no interior da fábrica.

“A gente está com esse problema desde o incêndio. Tem bastante bicho no local e a cada dia que passa o cheiro de carne podre aumenta. Quando o sol está a pino, fica muito pior. De manhã até à noite, é muito, muito forte. A gente tem que sair de casa para não ficar sentindo esse cheiro ou então ficar com as janelas fechadas.”

Veriane Senna, que também reside nos arredores, relatou que, há dias em que a catinga é sentida até em outros bairros, como São Diogo e Novo Horizonte. "E está insuportável de mosca. Fora a dor de cabeça que dá", relata.

Durante uma ação conjunta da Prefeitura da Serra, com participação das fiscalizações de Posturas, de Meio Ambiente, da Vigilância Sanitária e da Defesa Civil, foi confirmada a presença de grande quantidade de alimentos armazenados de forma inadequada, o que, além do mau odor, representa risco iminente para o surgimento de roedores e infestação de pragas urbanas.

Diante da situação, a empresa foi notificada, em 27 de janeiro, para que tomasse as providências necessárias para solucionar o problema. 

Limpeza sem interrupção

Já o frigorífico, pediu compreensão da comunidade, diante do incêndio que destruiu a fábrica, e informou que a limpeza foi iniciada no dia 29 de janeiro e segue de forma ininterrupta desde então, porém, destacou que ainda não há prazo para conclusão do serviço.

Incêndio atinge frigorífico Saboratta na Serra
Bombeiros tiveram muito trabalho para controlar o incêndio na fábrica da Saboratta, no dia 15 de janeiro Crédito: Leitor/A Gazeta

“A Saboratta mantém ações diárias de limpeza no local, em conjunto com a empresa contratada, com o objetivo de reduzir os transtornos causados pelo odor aos moradores do entorno. As equipes seguem atuando de forma contínua.”

A empresa reforçou que estão sendo adotadas todas as medidas possíveis para a completa resolução da situação. Em paralelo, informou que vem atuando para mitigar os impactos dos prejuízos sofridos, que resultaram na perda de milhões de reais em mercadorias, matéria-prima e estrutura.

O parque industrial da Saboratta encontra-se totalmente paralisado, sem operações em funcionamento. Por conta disso, o quadro de colaboradores também foi impactado e o frigorífico também apontou, sem dar detalhes, que trabalha nessa questão.

Limpeza já tem data para acabar, segundo a Prefeitura 

Embora a própria Saboratta não dê prazos, a Prefeitura da Serra, que vem acompanhando e monitorando a situação, informou que o processo de limpeza está previsto para ser concluído até a próxima segunda-feira (9).

Ainda de acordo com nota enviada, após a notificação no dia 27, orientações e exigências foram reforçadas junto aos responsáveis pelo frigorífico, cobrando a adoção imediata das medidas para reduzir o impacto do odor e garantir a adequada destinação dos resíduos.

“Atualmente, equipes de empresas especializadas em limpeza seguem atuando no local e o serviço já se encontra em estágio avançado, com frentes de trabalho concentradas na parte superior da estrutura. Foi verificado que, com a retirada de escombros, o odor acabou ficando mais evidente, porém a previsão é de que todo o material remanescente seja totalmente removido até a próxima segunda-feira (09).

Uma nova vistoria no local já está agendada para a próxima segunda (9), para averiguação e monitoramento da situação.

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