> >
Decapitação de Dante Michelini foi feita de forma especializada

Decapitação de Dante Michelini foi feita de forma especializada

Afirmação é do chefe da Polícia Civil, que revelou mais detalhes sobre a investigação para a colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 15:27

A forma como Dante Brito Michelini, de 76 anos, foi assassinado indica que o crime não ocorreu de maneira improvisada. A análise inicial aponta para o uso de um instrumento cortante específico e com uma execução precisa. É o que revelou o chefe da Polícia Civil em primeira mão à colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta. 

A cabeça não foi arrancada de forma brutal, como seria com machado. Foi um corte fino com faca muito afiada

Darcy Arruda

Chefe da PC

José Darcy Arruda também revelou que, apesar das intensas buscas, a cabeça ainda não foi encontrada. "Levamos cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros e circulamos pela região toda do sítio, mas nada foi localizado. Chegou até a ser cogitado que o membro teria sido levado por um animal, mas não foram encontrados rastros de que isso tenha ocorrido", explicou. 

Vista aérea do imóvel em que Dante Michelini morava em Meaípe, em Guarapari
O sítio onde Dante morava fica em uma área isolada, sem câmeras de segurança e com pouca iluminação Crédito: Google Earth

A piscina do sítio também foi esvaziada. O delegado-geral da PC contou que um forte mau cheiro semelhante ao do corpo em avançado estado de decomposição saía da estrutura. Mas após a retirada da água, que estava extremamente poluída, foram encontradas apenas duas tartarugas mortas.

Contexto

■ Dante Brito Michelini foi encontrado morto sem a cabeça e com sinais de carbonização no dia 3 de fevereiro, no sítio em que morava em Meaípe, Guarapari, no Espírito Santo.

■ Mais conhecido como "Dantinho", era de uma influente família no início dos anos 1970, quando foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo desaparecimento, estupro e morte da criança Araceli Cabrera Crespo.

■ Anos mais tarde, ele, o pai Dante de Barros Michelini e Paulo Constanteen Helal, também implicados no crime, foram absolvidos por falta de provas.

■ Confira websérie de A Gazeta para entender o "Caso Araceli"

O rumo da investigação

sítio onde Dante morava fica em uma área isolada, sem câmeras de segurança e com pouca iluminação. Enquanto as buscas pela cabeça continuam, a investigação também caminha em entender qual era a rotina do homem, vínculos pessoais e últimos contatos que ele fez antes de ser assassinado. Um outro ponto investigado vem da informação de que a família teria posto o sítio à venda. 

"Familiares e pessoas próximas começaram a ser ouvidos, assim como indivíduos que tiveram contato recente. Queremos saber com quem convivia, os últimos a estarem com ele, os contatos que realizou antes de morrer. Parece que o sítio estava à venda, que havia corretores. Vamos ouvi-los também", finalizou o chefe da PC à colunista Vilmara Fernandes. 

Este vídeo pode te interessar

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

crime Investigações

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais