A forma como Dante Brito Michelini, de 76 anos, foi assassinado indica que o crime não ocorreu de maneira improvisada. A análise inicial aponta para o uso de um instrumento cortante específico e com uma execução precisa. É o que revelou o chefe da Polícia Civil
em primeira mão à colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta.
José Darcy Arruda também revelou que, apesar das intensas buscas, a cabeça ainda não foi encontrada. "Levamos cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros e circulamos pela região toda do sítio, mas nada foi localizado. Chegou até a ser cogitado que o membro teria sido levado por um animal, mas não foram encontrados rastros de que isso tenha ocorrido", explicou.
A
piscina do sítio também foi esvaziada. O delegado-geral da PC contou que um forte mau cheiro semelhante ao do corpo em avançado estado de decomposição saía da estrutura. Mas após a retirada da água, que estava extremamente poluída, foram encontradas apenas duas tartarugas mortas.
O
sítio onde Dante morava fica em uma área isolada, sem câmeras de segurança e com pouca iluminação. Enquanto as buscas pela cabeça continuam, a investigação também caminha em entender qual era a rotina do homem, vínculos pessoais e últimos contatos que ele fez antes de ser assassinado. Um outro ponto investigado vem da informação de que a família teria posto o sítio à venda.
"Familiares e pessoas próximas começaram a ser ouvidos, assim como indivíduos que tiveram contato recente. Queremos saber com quem convivia, os últimos a estarem com ele, os contatos que realizou antes de morrer. Parece que o sítio estava à venda, que havia corretores. Vamos ouvi-los também", finalizou o chefe da PC à colunista Vilmara Fernandes.