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PC confirma investigar delegado por subtração de informações sigilosas

PC confirma investigar delegado por subtração de informações sigilosas

Polícia Civil também afirma que está sendo analisado possível cometimento de crime por parte de Romualdo Gianordoli; policial diz que acusações são falsas

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 19:15

Romualdo GIanordoli
Romualdo Gianordoli Neto nega ter negociado informações sensíveis de operações Crédito: Carlos Alberto Silva

Polícia Civil abriu procedimento para apurar possível subtração e apropriação de informações sigilosas de investigação policial por parte do delegado Romualdo Gianordoli Neto e encaminhou a apuração ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). De acordo com a corporação, também está sendo analisado possível cometimento de crime por parte do policial civil. O caso tramita em segredo decretado pela Justiça estadual.

A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (12), após A Gazeta mostrar que o delegado-geral da corporação, José Darcy Arruda, manifestou-se pelas redes sociais sobre a exoneração do policial civil da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O chefe da PC disse que a demissão de Romualdo do cargo de subsecretário de Inteligência está relacionada à apropriação de informações sensíveis de investigações.

Mais cedo, em conversa com A Gazeta, Romualdo negou que tenha negociado informações sensíveis de operações e afirmou que todas as acusações atribuídas a ele são absolutamente falsas e serão devidamente enfrentadas nas esferas criminal e correicional.

Novo vídeo com alegações contra a Polícia Civil

Por meio de nota, a Polícia Civil também endossou o que José Darcy Arruda já havia afirmado sobre trocas promovidas na estrutura do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat).

De acordo com a corporação, os analistas do Ciat foram localizados na Sesp no dia 9 de setembro de 2024, conforme consta em Diário Oficial, trabalhando junto a Romualdo, então subsecretário de Inteligência na época. Portanto, segundo a Polícia Civil, não havia possibilidade de qualquer movimentação por parte do delegado-geral, tendo em vista que não se encontrava mais sob administração da instituição.

Em  um vídeo publicado na sexta-feira (9), Romualdo afirma que, após a Operação Baest, realizada por ele e outros delegados, José Darcy Arruda promoveu uma "dança das cadeiras", exonerando esses agentes do Ciat da Sesp, responsável pelas investigações.

"O desmonte de um setor que apresentou resultados expressivos para a sociedade não encontra justificativa técnica nem possui precedentes conhecidos no âmbito institucional", afirmou Romualdo.

Sobre isso, José Darcy Arruda afirmou que essas transferências dos analistas do Ciat citadas por Romualdo são mentirosas. "Esses analistas já estavam localizados na Sesp há um ano, portanto eu não podia transferi-los. Foi ele (Romualdo) quem retirou os analistas do Ciat", declarou o delegado-geral.

Em conversa com A Gazeta, Romualdo declarou ser de conhecimento interno que os servidores teriam sido formalmente impedidos de ingressar e permanecer em quaisquer dependências da Polícia Civil. "O fato pode ser facilmente confirmado por múltiplas fontes administrativas, tornando falsas as afirmações de que teriam sido 'transferidos' por mera conveniência ou reorganização funcional."

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