Correção
26/11/2020 - 7:36
O texto desta matéria afirmava anteriormente, de forma equivocada, que o número de 1.946 novos casos em 24h, registrado nesta quinta-feira (26) no Painel Covid-19, era o maior de toda a pandemia no ES e que, pela primeira vez, uma atualização do Painel Covid-19 superou o patamar dos 1.930 resultados positivos no intervalo de apenas um dia. Na verdade, o número é o segundo maior registrado desde o início da pandemia. No dia 7 de julho, a atualização do Painel Covid-19 registrou 2.156 novos casos em 24h. Na ocasião, foi a primeira vez que o Espírito Santo registrou mais de 2 mil casos confirmados em um dia. As informações foram corrigidas no texto e no título.
O Espírito Santo registrou nesta quinta-feira, dia 26 de novembro, o segundo maior número de casos confirmados do novo coronavírus em 24 horas, desde o início da pandemia: foram 1.946 infectados quantidade que supera, inclusive, os dias mais críticos vividos durante o pico da doença, no meio do ano, com exceção de um.
No dia 7 de julho, a atualização do Painel Covid-19 registrou 2.156 novos casos em 24h. Na ocasião, foi a primeira vez que o Espírito Santo registrou mais de 2 mil casos confirmados em um dia. Fora esse, o níveis mais altos até então tinham acontecido em 25 de junho (1.923) e 1º de julho (1.928). Em todos os outros, sempre foram menos de 1.900 confirmações.
"Isso mostra que, novamente, teve um incremento na transmissão e que não se tem o vislumbre de qual será o novo pico"
É importante esclarecer que desde o início da pandemia houve uma ampliação da testagem. Se anteriormente só era testado quem fazia parte do grupo de risco para a Covid-19, desde o dia 22 de setembro todos que apresentam suspeita da doença são testados, independentemente da idade ou de comorbidades.
Ainda assim, o médico infectologista Crispim Cerutti Júnior afirma que este número mostra que o capixaba está vivendo em meio a uma nova fase de ascensão da curva epidêmica e alerta que esse crescimento pode ter um forte impacto, principalmente, na área da saúde e na garantia da assistência hospitalar.
"É preocupante nesse aspecto: pode ter um contigente altíssimo de pessoas infectadas e por consequência um número expressivo de pessoas graves"
"Um percentual dessas pessoas vai precisar de atendimento hospitalar especializado e vai precisar de estrutura de terapia intensiva (UTI). Tem que ver se a oferta vai conseguir suprir essa demanda. Eu acho que esse é o grande tom dessa questão", analisa o especialista. Lembrando que se há mais casos graves, maior a chance de os óbitos também aumentarem.
Por isso, ele defende que se as internações chegarem a um ponto de representarem a iminência do não atendimento será preciso haver uma atitude de política de massa "do tipo fechar as coisas ou fiscalizar para manter as pessoas em casa". "Isso é um cenário de decisão que compete ao poder público", diz.
O QUE DIZ A SESA
Em nota, a Secretaria da Saúde informa que a crescente observada nos últimos dias está relacionada tanto a ampliação da testagem para toda a população, como pela maior exposição dos jovens. Esclarece que estratégias estão sendo adotadas de acordo com o comportamento da curva da doença que é observada diariamente e que medidas restritivas são definidas pelo Mapa de Risco.
A secretaria ressalta que desde o início da pandemia trabalha com medidas qualificadas de enfrentamento e que o trabalho aplicado pela Matriz de Risco permite que todas as cidades capixabas sejam classificadas de forma individual, sem influência do grau de risco dos municípios vizinhos.