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Motorista que causou morte de médico no ES é indiciado por homicídio culposo

Rafael Tadeu Postiglioni Fernandes dirigia o carro que entrou na contramão e colidiu contra a motocicleta do médico Marcelo Nicoletti, em março deste ano

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 03/12/2021 às 12h02
Grave acidente na BR 101, na Serra
Vídeo mostra momento do acidente que matou anestesista Marcelo Nicoletti. Crédito: Redes sociais

O motorista que se envolveu no grave acidente que vitimou o médico anestesista Marcelo Nicoletti, de 51 anos, em março deste ano, foi indiciado por homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar. Rafael Tadeu Postiglioni Fernandes dirigia o carro, modelo Toyota Etios, que colidiu contra a motocicleta de Marcelo durante uma ultrapassagem na BR 101, na altura de Chapada Grande, na Serra.

O médico seguia de moto pela rodovia federal em direção a Aracruz, no Norte, onde daria um plantão. Na altura do Posto Chapada Grande, o condutor do Etios iniciou uma ultrapassagem de uma carreta carregada com pedras em um trecho ainda de faixa contínua, ou seja, onde a manobra é proibida.

Câmeras instaladas no local registraram o exato momento da colisão frontal. Após ser frontalmente atingido, Marcelo é lançado violentamente para o alto e cai sem esboçar reação. Assista abaixo:

Para o irmão de Marcelo, o policial civil Egisto Nicoletti, a pena atribuída a Rafael é branda. Ele ressaltou, porém, que o reconhecimento da participação de Rafael no caso é um primeiro passo e que a família agora vai esperar pela decisão do Ministério Público Estadual (MPES).

"Na maioria dos casos, a justiça infelizmente entende que a conduta praticada pelo motorista que, irresponsavelmente realiza uma ultrapassagem imprópria e mata uma pessoa se trata de homicídio culposo, com pena extremamente branda. Mas o reconhecimento da responsabilidade do criminoso já é um primeiro passo. Agora, a família irá lutar para que o julgamento e a condenação ocorram em tempo razoável", disse.

Acidente de moto
O anestesista Marcelo Silva Nicoletti morreu após acidente na BR 101. Crédito: Arquivo de amigos

Egisto argumentou que, desde o acidente, Rafael não entrou em contato com a família de Marcelo. Além disso, ainda conforme o irmão da vítima, ele tentou atrasar o pagamento da indenização pelos danos causados à motocicleta de Marcelo.

"Ele nunca entrou em contato com qualquer membro de minha família e agiu para que a seguradora retardasse o pagamento da indenização pela perda total da motocicleta", completou.

13 INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

A reportagem de A Gazeta teve acesso ao relatório do inquérito policial sobre o indiciamento de Rafael. No documento, o delegado afirma que Rafael possui 13 infrações de trânsito no prontuário dele, sendo a maioria delas por excesso de velocidade.

O texto afirma, também, que Rafael estava dirigindo o veículo "sem adotar as cautelas necessárias, adentrando na contramão da via sem observar o veículo que vinha em sentido contrário". O inquérito declara que o motorista teve uma conduta de imprudência, sendo o responsável pelo acidente. Rafael teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.

O OUTRO LADO

A reportagem de A Gazeta tentou entrar em contato por telefone com Rafael. Ele, porém, desligou o telefone no momento em que foi informado que tratava-se de um jornalista.

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