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ES vai receber 15 pacientes com Covid-19 de Rondônia, diz Casagrande

O anúncio foi feito pelo governador na manhã deste domingo. Em janeiro, o Estado recebeu 36 pacientes de Manaus

Publicado em 07/02/2021 às 08h47
Atualizado em 07/02/2021 às 19h07
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe trinta e seis pacientes com Covid-19 vindos de Manaus
Em Janeiro, o Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebeu 36 pacientes com Covid-19 vindos de Manaus. Crédito: Fernando Madeira

Depois de receber 36 pacientes de Manaus, capital do Amazonas, o governo do Espírito Santo vai receber 15, neste domingo (07), pacientes de Rondônia para dar continuidade ao tratamento contra o novo coronavírus em solo capixaba. O acolhimento a esses pacientes acontece em função da atual situação de grave crise sanitária naquele estado, com registros de falta de leitos de UTI. 

O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande, em uma rede social. "Nosso objetivo é salvar vidas e o Espírito Santo está sendo solidário em um momento de dificuldades de outros estados", ressaltou Casagrande. 

Procurada pela TV Gazeta, a Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia informou que quatro pacientes serão encaminhados ao Espírito Santo ainda neste domingo O transporte será feito por dois aviões a disposição da central de regulação, um do Corpo de Bombeiros, e outro fretado. Todas as aeronaves tem capacidade para transporte de passageiros de UTI.

Os outros pacientes serão transferidos aos poucos, diariamente, conforme liberação da regulação deles e também do estado de saúde de cada um. Todos são pacientes de UTI Covid em quadro grave. Não há previsão para o término da transferência.

Após a chegada ao Aeroporto de Vitória, os pacientes serão encaminhados de ambulâncias para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. As transferências serão feitas por meio do serviço de UTI Aérea, contratado pelo Governo do Estado de Rondônia. O processo de regulação acontece em parceria entre as Secretarias de Saúde dos estados.

“O Sistema Único de Saúde se organiza e se mobiliza para responder a esta grave crise sanitária que vivenciamos. Temos plenas condições de receber estes pacientes sem comprometer a garantia do acesso dos capixabas aos leitos Covid. Há 14 dias registramos no Estado uma queda da ocupação hospitalar. Estamos há uma semana com menos de 500 pacientes/dia internados”, informou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

 Todos ficarão em leitos de UTI, passarão por avaliação médica e ficarão em setor separado, inclusive dos pacientes de Manaus. O Serviço de Assistência Social estará em constante monitoramento de evolução do quadro clínico com apresentação de boletins diários que serão por telefone e webconferência.

PRIMEIRA PACIENTE É MULHER DE 52 ANOS

No final da tarde deste domingo (7), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou a chegada apenas de uma paciente, de 52 anos. Os outros 14 pacientes, de acordo com a nota, devem chegar "nos próximos dias". 

"A Secretaria da Saúde informa que recebeu, neste domingo, uma paciente do sexo feminino, de 52 anos, transferida do estado de Rondônia, para dar continuidade ao tratamento contra o novo Coronavírus (Covid-19) em solo capixaba. A previsão é que outros 14 pacientes sejam transferidos nos próximos dias. O acolhimento a esses pacientes acontece em função da atual situação de grave crise sanitária naquele estado, com registros de falta de leitos de UTI", diz o texto.

A nota também atualizou o quadro de saúde dos pacientes de Manaus que seguem hospitalizados. Dos 30 que chegaram ao Estado, dois tiveram alta hospitalar. Seis encontram-se na UTI e 24 estão na enfermaria. A Sesa informou, ainda, que destes, 21 têm potencial para alta até o final desta semana.

O retorno dos manauaras para casa, no entanto, depende do resultado de testes PCR.  "Mesmo com a melhora clínica, a transferência dos pacientes de volta para Manaus está condicionada ao critério de testagem de RT-PCR negativo", pontuou a secretaria.

SISTEMA DE SAÚDE EM COLAPSO

Com o sistema de saúde pública colapsado e uma ocupação de 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o governo de Rondônia está transferindo, desde o último dia 25, dezenas de  pacientes com Covid-19 para outros estados. 

Em uma operação intermediada pelo Ministério da Saúde e com o apoio das Forças Armadas, 50 pacientes deixam Porto Velho e foram  para o Rio Grande do Sul no dia 26 de janeiro. Outros 13 foram transferidos para Curitiba, no Paraná. 

Além do avanço de casos no próprio estado, Rondônia também teve o seu sistema de saúde pressionado por pacientes de outros estados, principalmente do Amazonas, que vive uma situação de colapso.

MEDIDAS MAIS RÍGIDAS

A escassez de leitos fez com que o governo do estado endurecesse as medidas restritivas para evitar a disseminação do novo coronavírus.

No último dia 17 de janeiro, o Governo de Rondônia baixou um decreto fechando todo o comércio não essencial, instituindo toque de recolher das 20h às 6h da manhã. Também foi proibida a venda de bebidas alcoólicas no estado das 18h às 6h da manhã.

Segundo o governador Marcos Rocha (PSL), a falta de médicos é atualmente o principal entrave para abertura de novos leitos de UTI no estado.

Com informações da Agência Folha e Aurélio de Freitas

Atualização

7 de Fevereiro de 2021 às 19:10

No final da tarde deste domingo, a Secretaria de Estado de Saúde confirmou, por nota, a chegada de apenas uma paciente de Rondônia ao Estado. A nota também atualizou o quadro de saúde dos pacientes de Manaus que seguem hospitalizados. O texto foi atualizado com as novas informações.

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