Publicado em 5 de maio de 2021 às 14:48
Mesmo com a chegada de novas vacinas no Espírito Santo, 30 municípios capixabas continuam sem conseguir aplicar a segunda dose da Coronavac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan. Os dados são do início da tarde desta quarta-feira (05) e estão disponíveis no painel de vacinação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).>
No último sábado (01), o Estado recebeu uma nova remessa com 5.800 doses. No entanto, o repasse foi menor que o necessário para atender todo o público.>
No último dia 29 de abril, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que o Estado deve regularizar a distribuição da Coronavac até o final desta semana, com a chegada de novos lotes do Ministério da Saúde. >
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A Coronavac tem a previsão de intervalo de até 28 dias entre a aplicação da primeira e da segunda dose. O reforço é necessário para que se tenha a imunização completa contra o novo coronavírus. >
Em entrevista ao jornal A Gazeta, a epidemiologista Ethel Maciel explicou que via de regra, a imunização somente poder ser considerada completa após a segunda dose do imunizante. Ou seja, mesmo com atraso, é preciso tomar a segunda dose.>
“Em nenhum desses países (mais avançados nas pesquisas sobre as vacinas) tivemos esses problemas que estamos tendo aqui. As doses foram dadas no tempo certo. Ainda não temos uma previsão para o que está acontecendo no país. O que a gente sabe, de fato, é que a segunda dose é o que a gente chama de booster, é como se ela reforçasse para a resposta imunológica durar por mais tempo.” >
Ethel diz que a primeira dose da vacina serve, a princípio, para apresentar aquele agente infeccioso ao sistema imunológico, e que, nessa fase, a resposta do organismo ainda é baixa. A segunda dose do imunizante ajuda a reforçar a imunidade e a mantê-la por mais tempo. >
Mesmo com atrasos, ainda é importante completar a imunização. Isto é, se o paciente tomou a primeira dose da Coronavac, deve receber a segunda, ainda que o prazo ultrapasse a previsão inicial. >
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