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Vacinação

Covid-19: como prefeituras vão garantir laudo para quem tem comorbidade?

Considerando que algumas unidades de saúde não estão realizando consultas, muitos pacientes mostraram-se preocupados; confira como será o atendimento

Publicado em 05 de Maio de 2021 às 10:57

Aline Nunes

Publicado em 

05 mai 2021 às 10:57
Governo do ES inicia vacinação de quem tem comorbidades
Em ato simbólico, governo do Estado inicia vacinação de pessoas que apresentam comorbidades Crédito: Reprodução/Governo do ES

Correção

07/05/2021 - 8:21
A Secretaria de Saúde de Vitória (Semus) havia informado que os usuários poderiam usar receita do medicamento como comprovante. Após a divulgação desta matéria, no entanto, o órgão retificou a declaração. A informação foi corrigida. 
Ao estabelecer os critérios para que as pessoas com comorbidades pudessem ser vacinadas contra a Covid-19, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) relacionou, entre outras exigências, a necessidade de apresentação de um laudo que comprove a doença pré-existente com data de emissão a partir de 2018. Também pode ser a prescrição médica, ou ainda declaração do enfermeiro do serviço de saúde onde o usuário faz tratamento. Tudo isso junto a um documento de identificação com foto. 
O laudo pode ser obtido em um posto de saúde, mas muitos pacientes mostraram-se preocupados pelo fato de  algumas dessas unidades não estarem realizando consultas devido à pandemia. Na Grande Vitória, os municípios indicaram como o morador que tem comorbidade deve proceder.

VITÓRIA

A Secretaria de Saúde de Vitória (Semus) aponta que há cerca de 15 mil pessoas com comorbidades na Capital que fazem parte da fase 1 de vacinação do grupo.
Caso o morador não tenha a prescrição médica, pode procurar o enfermeiro da unidade onde faz o acompanhamento para emissão da declaração. 
A Semus destaca que, para a emissão da declaração do enfermeiro, laudo médico ou para aceitar a prescrição médica como comprovantes da condição de saúde, a comorbidade precisa estar entre as relacionadas pelo Ministério da Saúde. 

VILA VELHA

No município de Vila Velha, os moradores devem procurar a unidade de saúde de referência para obter o laudo. "No caso dos pacientes que já fazem acompanhamento nas nossas unidades, criamos um modelo de declaração para o enfermeiro", informa a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde.

CARIACICA

Em Cariacica, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) estima que 35 mil pessoas com comorbidades deverão ser atendidas nas fases 1 e 2 de vacinação.  Para o morador que já foi atendido em uma das 29 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, basta voltar a qualquer um desses postos para ter acesso ao laudo atualizado.
"Com o sistema de prontuário eletrônico, o enfermeiro da UBS consegue acesso aos dados do paciente e, dessa forma, emite uma declaração da comorbidade existente", explica a Semus, por meio da assessoria. 

SERRA

Para se vacinar na Serra, será necessário a apresentação de laudo médico ou declaração do enfermeiro do serviço de saúde onde o paciente faz o tratamento, além de documento de identificação com foto. Os pacientes podem buscar o posto de saúde mais próximo para agendar uma avaliação com o médico ou o enfermeiro e, se for o caso, ter acesso ao laudo, segundo a assessoria da prefeitura.
A Secretaria de Saúde do município abre nesta quarta-feira (05), a partir das 18 horas, agendamento para que pessoas com comorbidades se vacinem contra a Covid-19. As vagas estarão disponíveis no link http://gti.serra.es.gov.br/saude/
A imunização começa na sexta-feira (07) e serão contemplados nesta primeira fase pessoas com síndrome de Down ou deficiência intelectual/mental, como autismo, paralisia cerebral ou outras síndromes que desencadeiam a deficiência intelectual/mental; pacientes com doença renal crônica em diálise; e pessoas com obesidade mórbida, que tenham idade entre 18 a 59 anos.

PLANO DE VACINAÇÃO

A vacinação de quem apresenta comorbidades foi dividida em duas fases, e vai contemplar  401.670 pessoas no Espírito Santo, segundo estimativa populacional do Ministério da Saúde. 

NA FASE 1

Para a faixa etária entre 18 e 59 anos, vão ter acesso à imunização as pessoas nas seguintes condições:
  • Pessoas com Síndrome de Down ou deficiência intelectual/mental (autismo, paralisia cerebral ou outras síndromes que desencadeiam a deficiência intelectual/mental, que são limitações nas habilidades mentais gerais, que impedem as suas atividades habituais e exigem autocuidados)
  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise)
  • Pessoas com fibrose cística
  • Gestantes e puérperas com comorbidades
  • Pessoas com obesidade mórbida (índice de massa corpórea acima de 40)

NA FASE 2

Vão ser contempladas pessoas que apresentam 21 doenças que foram incluídas como prioritárias no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da vacinação. São elas:
  • diabetes mellitus 
  • pneumopatias crônicas graves
  • hipertensão arterial resistente
  • hipertensão arterial estágio 3 
  • hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade 
  • insuficiência cardíaca 
  • hipertensão pulmonar 
  • cardiopatia hipertensiva
  •  síndromes coronarianas 
  • valvopatias
  • miocardiopatias e pericardiopatias
  •  doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas 
  • arritmias cardíacas; cardiopatias congênitas no adulto
  •  próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados 
  • doença cerebrovascular
  • doença renal crônica
  •  imunossuprimidos (câncer, transplantados, doenças reumáticas, dentre outros)
  •  anemia falciforme 
  • obesidade mórbida
  • síndrome de Down 
  • cirrose hepática
Nesta fase, também haverá um escalonamento por faixa etária, com a seguinte ordem de prioridade: 50 a 59 anos; 40 a 49; 30 a 39; e 18 a 29 anos.

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