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Entenda quais os tipos de hipertensão estão na lista de comorbidades

A pressão arterial alta é uma das condições de doença pré-existente no plano de imunização, mas nem todos os hipertensos estão incluídos na lista

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 05/05/2021 às 12h59
Atualizado em 12/05/2021 às 20h00
Jovem com hipertensão, pressão alta
Jovem confere pressão arterial: para ter direito à vacinação no público-alvo de comorbidades há vários critérios. Crédito: Shutterstock

Atualização

12 de Maio de 2021 às 19:59

Três dias após a publicação desta matéria, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) editou uma nova norma técnica em que ampliou a abrangência da vacinação para pessoas com hipertensão. Agora, todas as pessoas com quadro hipertensivo têm direito à vacina contra a Covid-19, desde que apresentem um laudo. Antes, a imunização estava restrita aos casos graves. 

A hipertensão é um problema que acomete cerca de 30% da população adulta brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde, e um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e também para a Covid-19. Mas, na lista de comorbidades do Plano Nacional de Imunização (PNI), não é qualquer quadro hipertensivo que dá direito à vacinação contra a doença neste momento no país. 

A vacinação de pessoas com doenças pré-existentes será dividida em duas fases. Na segunda etapa, serão contempladas aquelas que apresentarem laudo de hipertensão arterial resistente; hipertensão arterial estágio 3; hipertensão arterial nos estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.

O cardiologista  Henrique Bonaldi pontua as diferenças de cada uma delas, indicando que, pelo plano de vacinação atual do ministério, não serão todos os hipertensos contemplados com a vacina. 

Bonaldi diz que os estágios da hipertensão são divididos da seguinte maneira

  • Estágio  1 - quando passa de 14 por 9 e quase chega a 16 por 9
    Estágio 2 - quando passa de 16 por 9 e quase chega a 18 por 10
    Estágio 3 - quando ultrapassa os 18 por 10 

Além disso, a hipertensão arterial  classificada como resistente é aquela mais difícil de controlar, apesar do uso de três ou mais medicamentos.

Os estudiosos foram entendendo, segundo o cardiologista, que não é só o fato de ser hipertenso que torna os casos de Covid-19 mais graves, mas o quão o organismo dessa pessoa foi afetado pelo descontrole da pressão. 

Por essa razão, hipertensos mesmo nos estágios 1 e 2 podem ser contemplados pela vacina, caso tenham lesão em algum órgão-alvo, ou seja, se sofreram infarto, derrame, amputação de membros ou outro dano decorrente da pressão arterial alta. 

Assim, reforça Bonaldi, quanto mais as pessoas são afetadas por determinada condição de saúde, neste caso a hipertensão, mais risco elas correm caso sejam infectadas pelo coronavírus e, por isso, têm prioridade na fila da vacinação.  

Para exemplificar, o cardiologista compara hipertensos com pessoas asmáticas. Ainda que seja um problema respiratório, quem sofre de asma leve ou moderada não tem um órgão-alvo lesionado de modo a colocar esses indivíduos como grupo prioritário.

A vacinação contra a Covid-19 para as pessoas que apresentam comorbidades começou nesta terça-feira (4) no Estado. Conforme estimativa populacional do Ministério da Saúde, no Espírito Santo serão vacinadas 401.670 com doenças pré-existentes que, além de hipertensão, contempla outras condições de saúde, como diabetes mellitus e síndromes coronarianas. 

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