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Impactos da pandemia

Coronavírus no ES: 'é preciso respeitar o luto de cada um', diz psicóloga

De acordo com Daiana Melo dos Santos, que atua em um hospital na Serra, existem as fases do luto, que ficam mais suaves com o passar do tempo

Publicado em 07 de Julho de 2020 às 18:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 jul 2020 às 18:10
Ato homenageia capixabas mortos pelo novo coronavírus na praia de Camburi, em Vitória
Ato homenageou capixabas mortos pelo novo coronavírus na praia de Camburi, em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
O coronavírus é a principal causa de morte em 2020 no Brasil e, consequentemente, responsável pelo luto de milhares de famílias no Espírito Santo. Foram 1.879 óbitos e mais de 56 mil pessoas infectadas até a tarde desta terça (7), segundo o Painel Covid-19. Em meio aos sentimentos de perda, que não podem ser vivenciados da maneira habitual em função da pandemia, com abraços e cerimônias de despedida, é preciso respeitar o luto de cada um. A afirmação é da psicóloga hospitalar Daiana Melo dos Santos, que atua no Hospital Jayme  Santos Neves, na Serra.
"O luto é diferente para cada pessoa. É comum sentir um entristecimento maior no início, alguns se negam a acreditar no ocorrido", diz a especialista.
Ainda de acordo com a profissional que trabalha na linha de frente do combate à Covid-19, as pessoas próximas podem ajudar dando suporte. "Familiares e amigos precisam demonstrar o carinho, que é fundamental", completa.
Segundo Daiana, há um aumento do medo e da ansiedade conforme a doença avança. O luto pode ser ainda mais complicado, uma vez que "não há elaboração da fase final da vida". Ou seja, os dias anteriores ao registro de óbito não foram vividos em contato com as pessoas queridas.
Em entrevista ao jornalista Fábio Botacin, da Rádio CBN Vitória, nesta terça-feira (7), a psicóloga detalhou que algumas ações promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tentam humanizar o tratamento dos pacientes.
"As medidas que tomamos visam aumentar a confiança nos profissionais de saúde. A partir do momento que o tratamento se torna humanizado, os familiares se sentem pertencentes ao espaço, se sentem mais seguros", explicou.
Entre as atividades estão a entrega de cartas e as videochamadas, o que facilita o tratamento do paciente e promove o contato com os familiares, que são impedidos de entrar no hospital por conta do risco de contaminação.

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