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Com nova variante, ES estuda critérios para autorizar réveillon nas praias

Uma reunião será realizada com os municípios para definir os critérios a serem adotados pelas cidades que planejam realizar e autorizar as tradicionais  festas da virada de ano

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 30/11/2021 às 02h03
Queima de fogos em Camburi, no Réveillon 2019
Queima de fogos em Camburi, no Réveillon 2019. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Diante das ameaças trazidas pela nova variante do coronavírus, a ômicron, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estuda critérios a serem adotados nas festas de final de ano - natal e réveillon -, principalmente nas praias. O assunto será tema de uma reunião com os municípios, que pode ocorrer ainda esta semana, e na sequência deverão ser divulgadas as orientações.

“Alguma recomendação, orientação, em relação ao natal e ano-novo nós devemos produzir com os municípios. Vamos avaliar o formato dos eventos, mas estamos caminhando com a possibilidade das festas ocorrerem”, informou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Mas há uma preocupação com os impactos da nova variante. "Se até o natal, réveillon ou carnaval, as condições se alterarem, se aumentar o número de casos, internações e óbitos, precisaremos rever as condições para a realização das festas. Então, mantendo o atual cenário, as festas poderão ser realizadas. Havendo alteração, nós deveremos avaliar a situação", destacou o subsecretário. Veja vídeo:

83º Mapa de Risco do Espírito Santo, que vale entre os dias 29 de novembro e 5 de dezembro, aponta que os 78 municípios estão na cor verde, indicando risco baixo de contaminação pelo novo coronavírus. Para esta modalidade é permitido a realização de festas, mas com algumas restrições, como limite de 50% da capacidade de ocupação em locais abertos.

O problema é que a realização de festa em locais públicos, como as praias, é mais difícil fazer este controle. “Não há condição de contar quantas pessoas estão no local, de restringir o acesso, por isso a necessidade de fazer um consenso. Não temos vedação absoluta para fazer eventos, mas como realizar eventos em um espaço aberto, neste momento?”, observa Reblin.

Até o surgimento da ômicron, que foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último dia 26 de novembro, a Sesa já estava com o planejamento para as festas de final de ano estruturado.

“Já estávamos com tudo desenhado, a vacinação progredindo e veio esta condição da variante. Tínhamos a expectativa de que não teríamos problemas e há alguns dias entramos nesta dificuldade. Se continuarmos com o atual cenário, cobertura vacinal, queda do número de casos, internações e óbitos, dentro dos parâmetros, tudo indica que as festas poderão ser realizadas”, ponderou o subsecretário.

Observa ainda que a discussão sobre os impactos da nova variante é internacional, e que ainda não temos uma avaliação dos impactos no Espírito Santo. “Não tem como mensurar em um cenário tão curto, sobre uma situação anunciada na semana passada. Neste momento não está interferindo, mas se alterar teremos que repensar as orientações”, explica.

Em relação às cidades, se devem ou não seguir as orientações da Sesa, Reblin explica que há regramentos nacionais e estaduais que estabelecem que as gestões municipais podem tornar ainda mais restritivas as orientações. “O município pode endurecer, mas não diminuir o rigor”, explica.

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