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Ciclovias na Terceira Ponte só devem ser liberadas na última etapa da obra

A expectativa inicial era de que uma delas pudesse ser liberada para o uso na metade do prazo de conclusão da obra, mas houve mudanças na montagem da estrutura

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/05/2021 às 10h37
Aço que será utilizado na instalação de duas faixas para veículos, instalação de ciclovia, muro de contenção contra suicídio e mirante na Terceira Ponte.
Parte dos perfis de aço que vão ser utilizados na ampliação da Terceira Ponte na fábrica da Gerdau/SP. Crédito: Gerdau

Ao contrário do previsto no lançamento da obra, as novas ciclovias que vão ser construídas nas laterais da Terceira Ponte só vão poder ser utilizadas quando os trabalhos forem concluídos. A ampliação da via, feita por estruturas metálicas, foi iniciada em abril, e os perfis de aço a serem utilizados já estão sendo preparados em São Paulo.

Pelo projeto inicial, anunciado em 2019, seria construída uma ciclovia de uma lado da ponte e posteriormente a outra. Com isto a expectativa era de que na metade do prazo para a finalização da obra, em 2022, uma delas já fosse liberada para uso, o que não poderá ocorrer agora em decorrência de mudanças na montagem da estrutura.

O secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, explicou que a mudança foi proposta pela equipe responsável pela obra. “É uma medida necessária em função do peso  da estrutura, e por isto as obras precisam acontecer dos dois lados da ponte. Dois andaimes foram preparados para realizar a montagem”, explicou.

O canteiro de obras foi instalado do lado de Vitória. Os dois andaimes de 80 metros, chamados de “Quik Deck”, ficam suspensos e foram instalados embaixo da ponte.

Os trabalhos, segundo a Semobi,serão executados pelo Consórcio Ferreira Guedes Metalvix, pelo valor de R$ 127 milhões. A montagem da estrutura deve ser concluída em três anos, com os primeiros seis meses dedicados aos projetos.

Esboço de como vai ficar ciclovia na Terceira Ponte
Esboço de como vai ficar ciclovia na Terceira Ponte. Crédito: Divulgação | Governo do Estado

ESTRUTURA DE METAL

A estrutura metálica que será utilizada na ponte já foi produzida pela empresa Gerdau, em São Paulo, e quase 80%  já está pronta. Vão ser utilizados quase três mil toneladas de aço. O material vai ser agora preparado para ser enviado ao Espírito Santo.

“A Gerdau fabrica o perfil e da usina o material vai para uma unidade em São Paulo, onde será cortado, receber as furações e pintura de acordo com as especificações do projeto da Terceira Ponte. Depois será enviado para o canteiro de obras, em Vitória, onde é feita a pré-montagem. A estrutura é colocada no andaime e instalada”, explica o secretário.

Esboço de como vai ficar ciclovia na Terceira Ponte
Esboço de como vai ficar o mirante na Terceira Ponte. Crédito: Divulgação | Governo do Estado

O PROJETO DE AMPLIAÇÃO

A proposta de intervenções foi apresentada em 2019 pelo governador Renato Casagrande e contempla a ampliação da capacidade de fluxo de veículos; implantação de ciclovia e barreira de proteção ao suicídio.

A ciclovia será construída em uma estrutura metálica que será anexada nas laterais da ponte para a passagem de ciclistas, com pavimento asfáltico de três metros de largura. Terá ainda a função de barreira de proteção ao suicídio, uma vez que contará com uma grade antiescalada para a proteção, com altura de três metros.

Além disso, a capacidade de trânsito da ponte será aumentada em torno de 40%, com a criação de duas novas faixas. Desse modo, a VIA passará a contar com três faixas em cada sentido.

Projeto da nova Terceira Ponte, que contará com ciclovias nos dois sentidos
Projeto da nova Terceira Ponte, que contará com ciclovias nos dois sentidos. Crédito: Governo do Estado

Próximo ao vão central, a estrutura da ciclovia terá um alargamento chegando a seis metros e funcionará como uma espécie de mirante. Neste ponto, parte da grade antiescalada será substituída por vidro. As pistas serão de sentido único: uma para Vitória e uma para Vila Velha.

Para incluir as novas faixas, vão ser retiradas as proteções que existem hoje no centro e nas laterais da ponte. As atuais pistas ficarão mais estreitas, com 2,80 metros cada e vão ser destinadas a automóveis. Já as pistas mais laterais, com 3,10 metros cada, serão de uso exclusivo de transporte coletivo.

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