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Cultura

Tombamento do Carmélia é parte de plano da PMV para União não tomar imóvel

Gerente de Gestão Urbana de Vitória disse que, mesmo após prefeitura anunciar tombamento do imóvel, mudança do PDU ainda pode acontecer

Publicado em 12 de Agosto de 2020 às 12:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 ago 2020 às 12:50
Teatro Carmélia vai ser usado para armazenamento de sacos de café.
O Centro Cultural Carmélia, no Centro de Vitória Crédito: Vitor Jubini
Tombar o Centro Cultural Carmélia, em Vitória, como patrimônio histórico e cultural da cidade é um dos artifícios da prefeitura para tentar impedir que a União use o espaço para armazenar cafés. Segundo a gerente de Gestão Urbana da Secretaria de Desenvolvimento de Vitória, Anna Claudia Peyneau, o município ainda tem mais uma carta na manga para evitar o fechamento definitivo do complexo, que também cede espaço para instalações da TV Educativa.
"O tombamento já é um dispositivo que temos estabelecido. Preservar a arquitetura do local e manter a utilização do espaço como centro cultural são dois dos objetivos que temos com isso. O que dizemos, basicamente, no decreto, é que o Carmélia é apropriado para fins culturais", falou, em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, âncora da Rádio CBN Vitória
De acordo com a gerente, o tombamento anunciado pela prefeitura nesta semana é só uma das ações que fazem parte do plano da repartição municipal de dificultar a retomada de posse da União, que quer transformar o teatro, espaço de exposição e salões do Carmélia em armazéns de café. "A mudança do PDU (já anunciada por A Gazeta) é uma das possibilidades que a gente ainda tem", elencou
Peyneau também destacou que todas as medidas são tomadas em caráter de urgência, mas podem ter efeitos de ação em períodos diferentes. Isso porque a prefeitura traçou planos que têm que ter efeitos a curto prazo - como o decreto do tombamento, que já está valendo - e de médios prazos. 
"Claro que vamos ter que trabalhar outras medidas que sejam complementares para a gente garantir esse uso do Carmélia como espaço cultural. Outras medidas vão ter que vir também para complementar o primeiro passo, que é o tombamento. Mesmo o prédio sendo da União, pode ser declarado pelo município".
"O que a gente acha interessante é ver como a população compactua com essa preservação. A gente vê unanimidade na tentativa de preservar esses bens para um uso que seja compatível com o que as pessoas querem (que é o centro cultural), finalizou. 
(Com informações da Rádio CBN Vitória). 

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