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Rede social x emprego: o que ficar de olho para evitar prejuízos

Segundo consultora em gestão de pessoas, ficar fora das redes pode prejudicar o desempenho no trabalho. Por outro lado, é importante estar atento ao que é publicado

Publicado em 11/10/2021 às 20h57
tecnologia; celular; computador
Especialista em gestão de pessoas alerta para cuidado com uso das redes. Crédito: Pixabay

Separar a vida pessoal da vida profissional pode estar cada vez mais difícil para aqueles que usam as redes sociais. Com a quantidade de plataformas oferecidas para a comunicação, algumas pessoas fazem questão de estar presente em todas, acreditando que isso possa ser um diferencial na busca por um emprego. Por outro lado, há indivíduos avessos ao digital, que julgam desnecessária a criação de um perfil na internet, imaginando que o mercado de trabalho não será influenciado pelo que ocorre nas telas. Mas o uso das redes sociais pode representar um perigo ao seu emprego? É interessante buscar um equilíbrio, evitando exageros, mas dando um jeito de "mostrar a cara"?

Em entrevista ao jornalista Mário Bonella, durante o CBN Cotidiano, da Rádio CBN Vitória, a comentarista Andréa Salsa afirmou que o trabalhador precisa entender o próprio posicionamento antes de se arriscar na rede social. A exposição requer uma análise. É preciso pensar, por exemplo, em qual é a minha função naquele ambiente digital.

Andréa Salsa, que é consultora de pessoas e gestão, mentora de líderes e professora da Fundação Getúlio Vargas, explica que a rede social é uma realidade e que ela influencia no mercado de trabalho.

A professora cita exemplos de grandes empresários que, mesmo sem um ganho expressivo por meio da rede social, migraram para o ambiente. O objetivo, segundo a comentarista, é atrair o interesse dos usuários não apenas no produto vendido, mas o que há por trás daquela pessoa.

Andréa Salsa

Comentarista do CBN Vida Profissional

"A rede social é uma realidade. As plataformas daquele candidato são observadas antes de uma contratação. A exposição é uma escolha, mas ajuda na conexão entre as pessoas. Estar fora das redes sociais pode ser uma negação do que está acontecendo no mundo"

Por isso, Andréa Salsa dá algumas dicas para os interessados em uma primeira aventura na rede social. Mas os alertas, como o perigo dos comentários preconceituosos, também valem para aqueles mais experientes. 

  1. A Gazeta - i280889
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    PRECISO ENTRAR NA REDE SOCIAL?

    Andréa Salsa afirma que ficar fora da rede social é uma opção. Mas alerta que as pessoas consomem muito por meio do digital, o que pode prejudicar o desempenho no trabalho. "Precisamos olhar um fenômeno que está acontecendo na sociedade. As pessoas querem entender o que há por trás de outras pessoas, o que vai além do consumo de produtos", diz.

  2. A Gazeta - cfunxbnqxud
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    NÃO GOSTO DE REDE SOCIAL. O QUE FAZER?

    A comentarista explicou que ficar distante do ambiente virtual pode cobrar um preço. Porém, se a resistência é tamanha, a dica pode ser entrar apenas em uma rede social. "O LinkedIn é o ideal. Ali tem um local para o mercado de trabalho e a carreira, um ambiente mais discreto. Oferece artigos e conteúdos interessantes, há uma grande comunidade. A rede social pode servir até como um currículo mais moderno", comenta.

  3. A Gazeta - t2023l
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    O QUE POSTAR?

    "Devo postar o que faz sentido pra mim. Vou publicar se aquilo está de acordo com as minhas razões para estar ali. É importante analisar isso para não se perder", diz. Segundo Andréa Salsa, os usuários que se expõem em excesso podem ficar dependentes unicamente da avaliação dos seguidores, o que é ruim.

  4. A Gazeta - v0db4qu
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    O QUE NÃO DEVO POSTAR?

    Se o mercado de trabalho está olhando as suas qualidades e habilidades na rede social, saiba que as organizações também pode observar o que há de errado e antiético. "É importante sabermos que o mercado de trabalho está olhando para o que a gente publica. Não dá pra entrar na rede social de forma tão ingênua, pensando que as publicações não terão impacto", afirma. Questões que fogem dos direitos humanos, como discurso de ódio, misoginia, homofobia e racismo, por exemplo, são extremamente prejudiciais ao que o profissional quer passar como imagem. Comentários ruins, além de configurarem crime na internet, podem impedir que você seja contratado futuramente.

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