A modernização da infraestrutura viária é um caminho sem volta para dar mais segurança a quem trafega pelas rodovias. Não é por menos que a bandeira da duplicação da BR 101 é permanentemente empunhada por este jornal. Assim como também continua sendo uma reivindicação para a BR 262, já que as duas rodovias são o eixo rodoviário mais importante para o desenvolvimento capixaba e precisam ser mais seguras.
Sobre a BR 101 no Espírito Santo, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou duas listas: uma com os dez trechos com mais acidentes e outra com os dez trechos com mais mortes, no período entre janeiro e dezembro de 2025. A maioria dos trechos que aparecem em ambos os rankings são do Norte do Estado e da Região Metropolitana, enquanto a Região Sul só figura uma vez, no quarto lugar da lista de mortes, com 7 vítimas entre os kms 350 e 360 em Anchieta.
Ora, isso condiz com o status atual das duplicações na rodovia federal, ainda concentradas no trecho Sul da BR 101. Reportagem de setembro do ano passado mostrava que, até então, 115,92 quilômetros dos 478,7 quilômetros da rodovia federal no Estado estavam duplicados, sendo a maior parte no Sul. De Ibiraçu até Pedro Canário, no Norte, a rodovia segue em pista única.
Não significa que não ocorram acidentes em trechos duplicados, onde se espera que o perigo seja reduzido. Melhorar a qualidade da via é fornecer ao condutor o básico em termos de segurança, mas quem dirige também tem responsabilidade por sua conduta no trânsito, o que vai de fato reduzir os riscos quando somada à infraestrutura. Uma direção negligente e imprudente coloca as pessoas em risco em qualquer cenário.
Nesta quinta-feira (12), um engavetamento com pelo menos dez veículos chamou atenção na BR 101, em Iconha. Pelas imagens, trata-se de um trecho duplicado, que tampouco aparece na lista dos mais perigosos da CNT. Até o fechamento deste editorial, não havia informações sobre a dinâmica. A ocorrência acaba sendo um exemplo de que a atenção e o cuidado, o que inclui respeitar limites de velocidade, são fundamentais em qualquer situação quando se está ao volante. Em rodovias consideradas mais seguras ou não.
A melhoria da infraestrutura viária nunca vai deixar de ser uma demanda, e aos governantes cabe viabilizar esses investimentos, com recursos próprios ou via concessões. Ao mesmo tempo, os motoristas precisam fazer a sua parte por um trânsito menos violento.
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