Caso Dante Michelini: agilidade e eficiência investigativa fizeram a diferença

Foram mobilizados os melhores recursos humanos e tecnológicos para resolver um crime envolto em mistério — o corpo foi encontrado sem a cabeça — e com uma complexidade peculiar, por ser a vítima um nome ligado diretamente ao Caso Araceli

Publicado em 12/02/2026 às 01h00
Chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra
Chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra. Crédito: Farley Sil

assassinato de Dante Brito Michelini foi solucionado em uma semana, resultado da ação eficiente de Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. Foram mobilizados os melhores recursos humanos e tecnológicos para resolver um crime envolto em mistério — o corpo foi encontrado sem a cabeça — e com uma complexidade peculiar, por ser a vítima um nome ligado diretamente ao Caso Araceli, um crime emblemático marcado pela impunidade justamente pelas falhas investigativas nos anos 1970.

Era inevitável, portanto, a repercussão desse assassinato, que rapidamente ficou cercado de especulações e de teorias conspiratórias. A polícia, contudo, seguiu uma linha investigativa a partir do uso de recursos de inteligência e foi capaz de confirmar que o caso não tinha relação com o assassinato de Araceli, em 1973, e entender as motivações do crime. O suspeito de ter matado Dante, inclusive, já estava preso no Centro de Detenção Provisória de Guarapari por violência doméstica. Ele confessou o crime.

A agilidade nesse caso precisa ser um exemplo para outras investigações. É perfeitamente compreensível que o assassinato de um dos homens que foram denunciados e absolvidos por falta de provas de um dos crimes mais brutais contra uma criança no país mobilize a polícia a dar respostas rápidas à sociedade, por esse contexto conhecido. É importante que esses recursos utilizados nesta investigação, que garantiram a solução rápida do caso, continuem sendo aplicados em outros crimes, mesmo os de menor repercussão.

Não pode haver impunidade. Todo crime precisa ser solucionado, em tempo hábil, porque essa agilidade é o que pode começar a colocar um freio na violência. A morte de Dante Michelini poderia ter se tornado um mistério sem solução, marcado pela impunidade, como foi a morte de Araceli, quando ainda eram permitidas falhas investigativas que hoje seriam inaceitáveis dentro da polícia. Mas os tempos são outros, com investigações pautadas pela técnica dominando a cena. Quem comete crimes tão bárbaros não pode ficar impune.

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